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MWC 2018: Huawei aposta em storage 100% flash para bater concorrência

Com objetivos de ampliar presença no segmento enterprise, fabricante investe em potência de equipamento para missão crítica

Vitor Cavalcanti*

26/02/2018 às 14h53

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Nem tudo no Mobile World Congress (MWC) 2018 é sobre rede 5G e smartphones. Com a demanda por dados e velocidade de acesso cada vez maior, não adiante a telefonia estar atualizadas se as infraestruturas de TI não acompanharem essa evolução. É nisso, pelo menos, que aposta a Huawei. Nos últimos anos, a fabricante tem aportado muito dinheiro em seu portfólio de enterprise para liderar num mercado ainda dominado pelas companhias norte-americanas. Durante o congresso, em Barcelona, um dos anúncios da chinesa nessa foi a renovação da linha de storage flash Dorado, que ganhou uma turbinada para bater a concorrência.

Durante o anúncio, o vice-presidente para a linha de TI da Huawei, Joy Huang, afirmou que a nova versão do Dorado processa 7 milhões de IOPS, contra 4 milhões de seu antecessor e muito acima de qualquer concorrente direto. Eles falam em desempenho até 10 vezes maior e cinco vezes menos consumo de energia.

Outro ponto que o executivo fez questão de ressaltar é em relação à robustez do produto que, até o momento, não registrou nenhuma perda de informação. “Implantamos em mais de dois mil data centers sem registro de qualquer incidente. O cliente não vai perder nenhum dado. O equipamento vem com proteção em tempo real contra perda de dados”, pontuou.

Algo importante quando se fala de torres de storages, principalmente para empresas que mantêm grandes data centers ou mesmo para provedores de nuvem, é o espaço ocupado. No caso da OceanStor Dorado, ele substitui 10 racks tradicionais por apenas 1 quinto de uma torre. “Temos ainda uma deduplicação de dados de 3:1 garantida e um custo total de propriedade (TCO, da sigla em inglês) 75% menor em cinco anos.”.

Entre os cases de uso do storage da chinesa está a Telecom Italia, que reduziu o Opex em mais de 72%, o consumo de energia em 78% e o espaço ocupado foi reduzido em 82%. Apesar de todo o esforço, a fabricante ainda está bastante atrás de concorrentes diretos como Dell EMC, NetApp, HPE, entre outros, quando o assunto é market share. Isso, no entanto, o executivo atribui ao pouco tempo de mercado do produto. Agora é acompanhar e ver se, assim como no mundo de telecom, a Huawei ampliará sua presença na paisagem de storage e TI de maneira geral.

*O jornalista viajou à Barcelona a convite da Huawei

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