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Blockchain vai acabar com cartórios?

Guilherme Borini

23/02/2018 às 18h32

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Em palestras e convresas sobre blockchain, Carl Amorim, executivo do Blockchain Research Institute no Brasil, conta que sempre se depara com uma pergunta emblemática: os cartórios serão extintos pelo blockchain?

A resposta? Sim e não. "Sim, o atual modelo de processos manuais, dispendiosos de tempo e dinheiro, que representam um incômodo para a população está com os dias contados. E não, porque espero que alguém mude o modelo de negócio centralizado e arcaico dos cartórios para um modelo distribuído que aproveite toda a potência que o sistema pode prover", diz Amorim, em artigo.

Ele comenta que ninguém detesta os cartórios, mas sim o processo burocrático e centralizado em que cada cartório é um ente isolado e o cidadão está condenado a ir para obter uma certidão de casamento, nascimento ou de seu imóvel. "Os processos internos não informatizados pioram ainda mais a experiência de se precisar de um serviço notarial."

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"Mas e se os cartórios tivessem seus sistemas conectados a um blockchain, onde os documentos ficassem registrados e só precisassem ser autenticados uma única vez e, toda vez que necessários, pudessem ser fornecidos por meio de um link, com um pagamento na casa de centavos e não de dezenas de reais? E se esse sistema permitisse que, em qualquer um dos 15 mil cartórios do Brasil, o cidadão tivesse acesso a suas certidões e documentos independente de onde foram registrados? E se os órgãos públicos disponibilizassem seus serviços on-line para que os cartórios se tornassem os “Poupatempos” do cidadão, multiplicando os pontos de acesso aos serviços do Estado mais de 100 vezes, sem custo algum de instalação e manutenção para os governos?", indaga, mostrando seu ponto de vista a respeito do potencial de avanço dos cartórios com a tecnologia.

Por fim, Amorin afirma que cartórios em um modelo centralizado ou descentralizado podem ser um problema. Já em um modelo distribuído podem ser uma solução. "Depende somente de que paradigma vamos querer para nosso país. A energia vai para onde nossa atenção vai. Podemos colocar atenção em atacar a mudança ou na criação do novo", finaliza.

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