Home  >  Inovação

CPBR 2018: legislação é saída para reduzir incertezas do bitcoin

Guilherme Borini

02/02/2018 às 11h30

bitcoin
Foto:

A tecnologia blockchain, implementada em 2008 junto à mais conhecida criptomoeda do mercado, o bitcoin, tem sido desde o ano passado alvo de debates na Câmara dos Deputados. A discussão traz de volta a implementação do projeto de lei (PL) 2303/2015, do deputado Áureo Lídio Ribeiro (SD-RJ), que regulamenta o uso do bitcoin e de outras moedas virtuais no Brasil.

Um dos defensores da regulação de criptomoedas e de seu sistema que garante segurança às transações é Fernando Ulrich, especialista em criptomoedas do grupo XP Investimentos, que participou nesta quinta-feira (1º) da Campus Party, evento de tecnologia e internet, que acontece nesta semana, em São Paulo.

“A legislação irá reduzir incertezas e inseguranças para fazer com que o mercado de criptomoedas floresça no País. Sou muito otimista em relação aos resultados que virão”, afirmou. Para ele, o tema precisa ser trabalhado não só pelo governo mas também pelas empresas e cidadãos.

Vale lembrar que, em 2015, Ribeiro já defendia que a intenção de seu projeto de lei não era de prejudicar o desenvolvimento de criptomoedas, ou estabelecer algum tipo de taxação, mas sim criar um ambiente seguro para que elas existam.

“Quando buscamos adotar qualquer tipo de regulação, é imprescindível termos claro que estamos lidando com uma tecnologia aberta, inovadora e em constante processo de mutação com relação às suas mais variadas aplicações“, acrescentou Ulrich.

Aplicações do blockchain

Segundo o especialista em criptomoedas, o blockchain é uma tecnologia revolucionária e vai beneficiar diversas indústrias, sendo que seu uso vai muito além do bitcoin. Suas aplicações vão desde a gestão de contratos inteligentes e validação de transações bancárias até autenticação de assinaturas virtuais.

rfid_tag.jpg

O executivo inclusive deu um exemplo pessoal durante sua apresentação no evento citando o nascimento de sua filha, há dois anos. Como sua filha nasceu em um horário em que o cartório do hospital já estava fechado, decidiu utilizar o blockchain para registrar sua certidão de nascimento.

“A grande façanha desta tecnologia é a confiança distribuída, ou seja, todos os participantes da rede são incentivados a atuar honestamente, dentro das regras estabelecidas entre as partes envolvidas”, conclui.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *