Home  >  Segurança

Veritas alerta para o impacto do gerenciamento de dados na TI em 2018

A lei de proteção geral de dados (GDPR) entra em vigor em 25 de maio de 2018 e vai balançar as empresas globais. Confira 5 previsões

Da Redação

20/12/2017 às 17h59

protecao_de_dados3.jpg
Foto:

Com a ativação da Lei de Proteção Geral de Dados (GDPR, General Data Protection Regulation) na União Europeia batendo às portas de 2018, todas as empresas globais serão afetadas e, segundo a Veritas, a exigência global pelo compliance obrigará as áreas de TI a se responsabilizar pelo gerenciamento de dados na nuvem e pela redução de custos.

A empresa preparou suas previsões para o novo ano nesse contexto. Confira:

1- A TI será chamada à responsabilidade: Em 2017, 69% das empresas acreditavam que a proteção e a privacidade de dados e a compliance eram responsabilidade do provedor de serviços em nuvem - uma percepção que aumenta significativamente a probabilidade de violações de dados. Se somarmos a isso a adoção desmedida de múltiplas nuvens (muitos clientes não levam em consideração os custos envolvidos nessa prática), a área de TI terá uma surpresa desagradável em 2018, pois finalmente se dará conta de que é de fato responsável pelo gerenciamento na nuvem (algo que poderá ocorrer devido a uma violação de dados) e o CFO exigirá cortes nos custos de infraestrutura. (Fonte: Pesquisa Truth in Cloud 2017).

2- O volume de dados aumentará exponencialmente, mas pela primeira vez haverá uma redução na armazenagem: No ano passado, o índice de crescimento anual de dados aumentou para 48,7%, rapidamente ocupando uma capacidade de armazenamento valiosa. Na verdade, mais de 50% dos arquivos armazenados pelas empresas eram de natureza “desconhecida”. Em 2018, muitas empresas bem-sucedidas mudarão suas estratégias de armazenagem, migrando da mentalidade do “vamos guardar absolutamente tudo” para a identificação e armazenamento de dados que contenham informações valiosas ou essenciais para a missão da empresa. (Fonte: Data Genomics Index 2017 )

3- Uma das primeiras empresas a serem multadas pela GDPR será de fora da Europa:  Apesar do prazo de implantação iminente (25 de maio de 2018), somente 31% das empresas entrevistadas pela Veritas no mundo todo acreditam estar em conformidade com a GDPR. As penalidades para o não cumprimento são severas e esta regulamentação afetará todas as empresas que lidam com cidadãos da UE. (Fonte: Pesquisa GDPR).

4- O QI de gerenciamento de dados será impulsionado por novas técnicas de análise: O arquivamento, backup e armazenamento tradicionais irão muito além de um “aumento na capacidade”. A IA criará novas técnicas de avaliação de dados que redefinirão o gerenciamento do ciclo de vida da informação através da automação da aplicação de políticas e de ações de gerenciamento de dados mais inteligentes. As empresas também recorrerão aos seus arquivos tradicionais em busca de insights para novas descobertas, iniciativas de vendas e experiências de usuário, ao longo de uma vasta gama de setores verticais.

5- Haverá um aumento no nível de gravidade das violações de dados: Segundo o Identity Theft Resource Center, em 2016 ocorreram 1.093 violações de dados – um aumento de 40% em relação a 2015. Já em 2017, essa porcentagem foi quase atingida em julho. Ou seja, é essencial que as empresas adotem uma maneira simples e holística de proteger e fazer backups regulares dos seus workloads na nuvem, tanto em ambientes complexos quanto in-situ. Além disso, elas devem proteger toda a sua infraestrutura de forma mais ágil, inteligente e escalável, principalmente em vista da ameaça crescente dos ataques de ransomware contra workloads antigos e novos.