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Por que o fluxo de dados entre fronteiras é essencial para a economia global

Cartilha da BSA|The Software Alliance mapeou as principais atividades que dependem da livre circulação de informação pelos países

Da Redação

12/12/2017 às 15h59

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O fluxo de dados por fronteiras é a transferência ou movimentação de informação entre servidores localizados em diferentes países. A cartilha “Cross-border data flows”, da BSA|The Software Alliance, afirma que os softwares dos quais dependemos precisam desse fluxo para funcionar plenamente. Ele é essencial para serviços que aquecem o comércio global, melhoram a saúde e a segurança, promovem bem-estar social e viabilizam tecnologias do futuro. Segundo relatório da McKinsey, só em 2014, a movimentação de dados foi responsável por US$ 2,8 trilhões do PIB global.

“Dados precisam circular livremente para que, não importa onde você esteja, você tenha acesso às informações e aos serviços que precisa”, explica o country manager da BSA no Brasil, Antônio Eduardo Mendes da Silva, conhecido como Pitanga. “Todos, desde empresas até indivíduos, dependem da transferência de dados. Ela leva negócios de todos os tamanhos a aumentar sua eficiência e competitividade e abre caminho para um mundo mais seguro e saudável”, completa.

A cartilha da BSA lista setores e negócios que dependem diretamente do fluxo de dados entre países:

1. Comércio Global

Comércios online precisam manter e transferir dados pessoais e comerciais por fronteiras para monitorar pedidos e estoque, especialmente quando contam com vendedores terceirizados para comercializar seus produtos. Além do varejo, negócios que operam globalmente, como hotéis, montadoras de carros e empresas de logística, se beneficiam quando usam análise de dados provenientes de todos os países onde atuam para alcançar mais consumidores, melhorar a experiência do cliente e trabalhar de maneira mais eficiente.

2. Cibersegurança

A possibilidade de coletar e analisar dados provenientes de escritórios de diferentes países é essencial para que multinacionais reforcem sua cibersegurança, especialmente quando se trata de grandes provedores de serviços, como e-mail. Além disso, a prevenção contra ciberataques requer não apenas análise interna, mas também colaboração com stakeholders externos. Vale adicionar que o armazenamento de dados de maneira centralizada é menos seguro do que distribui-lo ao longo de diversas centrais. Assim, caso uma localidade seja comprometida, o vazamento é contido e não deixa todo o sistema vulnerável.

3. Recursos Humanos

Graças ao fluxo de dados, empresas multinacionais fazem a gestão de escritórios e plantas em diversos pontos do mundo, o que possibilita que funcionários e prestadores de serviços trabalhem remotamente a partir de qualquer localização. Desta maneira, as empresas têm à disposição um banco de talentos cada vez mais global.

4. Cartões de crédito

O computador do seu banco consegue analisar sua compra e sua localização em segundos quando você usa o seu cartão de crédito, não importa em qual ponto do mundo você esteja. Baseado nessa análise, o sistema pode autorizar a operação ou identificá-la como uma fraude e impedi-la.

5. Saúde

A transferência de dados de pacientes entre fronteiras permite que hospitais aproveitem todos os benefícios de softwares de suporte. Eles analisam os históricos dos pacientes e detalhes de seus planos de saúde para ajudar médicos a escolherem tratamentos mais eficazes, reduzindo riscos. Também existem criam uma rede de discussão para que médicos consultem outros profissionais antes de dar um diagnóstico e ainda há outros que ajudam a prever o comportamento dos pacientes, dando espaço para ações preventivas.

6. Ajuda humanitária

Agências de ajuda humanitária usam padrões de mobilidade para decidir onde agir após desastres naturais, por exemplo. Também avaliam taxas de retorno para identificar áreas onde a reconstrução pode não estar progredindo.

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