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De cientista de dados a diretor de transformação digital: as profissões que estarão em alta em 2018

PageGoup lista as funções que devem “bombar” no ano que vem, com habilidades que passam por TI, diretor de transformação digital e cientista de dados

Da Redação

12/12/2017 às 13h14

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O PageGroup, empresa de recrutamento de executivos de todos os níveis hierárquicos, elaborou uma lista de cargos que devem predominar em 2018. O levantamento, realizado por consultores da Page Executive, Michael Page e Page Personnel contempla uma relação das profissões que devem “bombar” no ano que vem. As posições refletem as análises, estudos e percepções dos especialistas do PageGroup junto ao mercado de tecnologia.

“Diferentemente do que vinha acontecendo, quando as empresas estavam preocupadas em contratar profissionais que pudessem ajudá-las na busca pela eficiência e redução de custos, agora o que as companhias querem são executivos que possam levá-las a outro patamar. Estão de olho em profissionais que sejam capazes de liderar essa transformação, com foco em aproveitar e maximizar as oportunidades que devem surgir no próximo ano. É um momento crucial para as empresas.  Amargaram maus resultados nos três últimos anos e agora precisam de executivos com ambição, visão de inovação e capacidade de execução”, explica Ricardo Basaglia, diretor executivo da Michael Page e Page Personnel.

“É importante destacar que a governança corporativa voltou ao centro dos investimentos e discussões e um bom exemplo é o conceito de compliance, que veio para ficar. Companhias estão em busca de executivos dispostos a preparar o caminho para receber novos investimentos, reorganizar questões tributárias e liderar projetos de transformação digital, mesmo que ainda não seja de forma exclusiva, como já ocorre no exterior. Não apenas a sociedade, mas o mercado em geral terá que pensar criativamente as transformações digitais. Não basta adaptação, é preciso desenvolver times e projetos para encarar a cultura de aceleração tecnológica que está transformando todos os setores, inclusive os mais tradicionais, da economia do Brasil”, conta Fernando Andraus, diretor executivo da Page Executive.

Confira a lista dos cargos mais promissores para o próximo ano:

Page Executive

Diretor de transformação digital (diretor de e-commerce, diretor de marketing ou diretor de TI/CIO)

O que faz: dificilmente tem responsabilidade exclusiva por transformação digital, mas nessa posição tem papel de liderar todas as iniciativas de transformação digital e inovação das empresas. Os últimos anos foram marcados por forte expansão desses projetos, especialmente em varejistas, bancos e empresas de consumo.

Perfil: profissionais que já tiveram vivência relevante em e-commerce ou empresas “nativas digitais”, com grande capacidade de influência.

Salário: de R$ 40 mil a R$ 65 mil mensais, dependendo do porte da empresa.

Motivo para alta em 2018: as empresas estão passando pela transformação digital acelerada e é fundamental ter profissionais experientes e dedicados para liderar esses projetos.

Michael Page

Gerente de transformação digital - marketing

O que faz:  implanta processos de mudanças digitais nas empresas, trazendo ferramentas e agregando conhecimento para a modernização do marketing.

Perfil: conhecimento em ferramentas de digital, além das noções básicas de marketing tradicional, onde a capacidade de mudança será primordial.

Salário: de R$18 mil a R$20 mil

Motivo para alta em 2018: o digital está em grande crescimento, com as empresas em constante transformação na área de marketing.

Gerente de expansão (TI)

O que faz: visualizar o desenvolvimento e comercialização de produtos e negócios como funções integradas, e não silos, direcionando a empresa a repensar a melhor abordagem ao utilizar dados, tecnologia e infraestrutura.

Perfil: de forma cruzada com engenharia, design, análise, gerenciamento de produtos, operações e marketing para projetar e executar iniciativas de crescimento embasadas em tecnologia e desenvolvimento digital.

Salário: de R$15 mil a R$ 25 mil

Motivo para alta em 2018: tal como acontece com muitas organizações de inovação, o que começa nas startups migra para organizações maiores que desejam operar de forma empresarial, demandando profissionais com habilidades e certezas de que os dados e infraestrutura estão no lugar certo.

Page Personnel

Engenheiro ou cientista de dados

O que faz: o cientista de dados é a combinação entre negócios e percepção estatística. É o profissional responsável por solucionar problemas do negócio com técnicas de orientação a dados, bem como detectar tendências que podem ajudar nos resultados de uma empresa.

Perfil da vaga: combinação com qualificações estatísticas, matemáticas ou afins com curiosidade para fazer descobertas em big data.

Salário: R$ 9 mil a R$ 15 mil

Motivo para alta em 2018: em um cenário onde as empresas precisam processar e analisar um grande volume de informações, o cientista de dados se tornou um profissional com grande busca em grandes empresas que buscam ter mais estratégia no negócio assim como inovações tecnológicas inteligentes.

Analista de mídias digitais

O que faz: responsável por conhecer com propriedade as principais redes sociais (Facebook, Twitter, Instagram, entre outras) e tudo o que as envolve como perfil de usuários, performance, forma de conteúdo e metrificação, além de realizar o gerenciamento das mídias sociais. Ajuda, também, na gestão da marca e comunicação da empresa.

Perfil: formação em marketing, publicidade e propaganda, comunicação social e afins. As formações especializadas são cada vez mais valorizadas nesse mercado. 

Salário: de R$ 3 mil a R$ 6 mil

Motivo para alta em 2018: é uma profissão em ascensão pois cada vez mais as pessoas compram e buscam produtos e serviços pelas mídias digitais. As empresas precisam concentrar seus esforços na atração, engajamento e relacionamento com seus clientes nas redes sociais. Isso é importante tanto para posicionamento da marca quanto para se envolver com seu público de modo mais assertivo e atual.

Observação: profissionais de tecnologia também podem desempenhar essa função ou trabalhar em parceria com a área de social media, cada vez mais requisitada por empresas de todos os segmentos.