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IBM lança plataforma de nuvem privada com características de cloud pública

Segundo a empresa, a nova plataforma IBM Cloud Private acelera a modernização dos aplicativos e o desenvolvimento em nuvens privadas e públicas por meio de contêineres e microsserviços

Erivelto Tadeu

01/11/2017 às 13h15

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A IBM anunciou globalmente, na noite desta terça-feira, 31, em Nova York, o lançamento de uma plataforma de nuvem privada que, segundo a empresa, possui a mesma flexibilidade e usabilidade de uma cloud pública. Trata-se da IBM Cloud Private, desenvolvida para empresas que possuem cargas de trabalho (workloads) que não podem ser movidas para a nuvem pública — por questões regulatórias ou controle das informações críticas — ou que necessitam desenvolver aplicações nativas de nuvem e precisam ter a facilidade de agilidade proporcionadas por um ambiente de cloud pública.

No comunicado do anúncio, a IBM ressalta que, ao combinar ferramentas de desenvolvimento para nuvem privada em sistemas existentes e serviços de nuvem pública, a nova plataforma possibilita às empresas integrarem totalmente software e serviços entre nuvens privadas e públicas, bem como expandirem e modernizarem seus aplicativos. Ou seja, a empresa pode montar uma nuvem privada em seus próprios sistemas (on-premises) ou ter um provedor administrando esta cloud. 

A IBM Cloud Private resolve o problema de empresas que possuem dados sensíveis e workloads alocados em seus sistemas internos de TI ocupando espaço, afirma Sergio Loza, líder da divisão IBM Cloud Platform LA. "O cliente poderá ter sua cloud privada operando de forma ágil, fácil e segura cuidando deste volume de dados que antes estava parado. Ou seja, a IBM uniu o melhor de dois mundos: a segurança e controle da nuvem privada com a flexibilidade e agilidade de uma plataforma de nuvem pública."

Segundo ele, veremos cada vez mais no mercado o modelo de desenvolvimento de aplicações nativas de nuvem e a adoção de uma arquitetura de microsserviços para acelerar o desenvolvimento e a disponibilidade de aplicativos para atender as necessidades de negócios mais rapidamente. "Os negócios digitais atuais requerem uma arquitetura de aplicativos moderna para acelerar o desenvolvimento e com a arquitetura de microsserviços é possível separar as equipes como, por exemplo, a responsável pela autenticação de segurança de login, a de aplicações móveis e a de consulta a saldo bancário, entre outras", diz Loza, acrescentando que a plataforma permite separa entre 15 a 20 microsserviços e colocar parte deles na nuvem pública.

Ele explica que a IBM Cloud Private foi concebida conforme a arquitetura de contêineres de software livre, baseada em kubernetes ou conforme o cloud foundry compatível com nuvens públicas, a fim de oferecer suporte à integração e à portabilidade das cargas de trabalho à medida que evoluem.  A arquitetura de contêineres permite que as empresas criem e gerenciem microsserviços e gerenciem APIs para aplicativos corporativos já existentes, ajudando-as a aproveitarem o novo software em contêiner, como o IBM WebSphere, o Open Liberty ou o DB2. Isso, segundo Loza, facilita para os desenvolvedores e as equipes de operações de TI a realização da integração de dados e aplicativos com um conjunto básico de serviços operacionais, como segurança e gerenciamento de operações. "Há um enorme ganho de produtividade com um ambiente de alto nível de automação e de DevOps", afirma.

O executivo diz que a plataforma é indicada para empresas de setores sob forte regulação e também aquelas que operam com informações sensíveis e precisam ter uma cloud privada, tais como bancos, órgãos de governo e companhias da área de saúde, mas que também querem ter a flexibilidade de uma nuvem pública para acelerar o desenvolvimento de aplicações. Ele ressalta ainda que a IBM Cloud foi desenvolvida para funcionar em todas as plataformas de servidos, tanto o System z e Power System, da própria IBM, quanto servidores Intel, e já está disponível em todo mundo, inclusive no Brasil. 

De acordo com Loza, na América Latina, já existem alguns clientes em fase de implantação da plataforma. Um deles é o Banco de Crédito do Chile (BCI). Segundo o chefe de arquitetura do BCI, Massimiliano Marocchi, a estratégia do banco é implementar microserviços em Kubernetes contêineres. "E a IBM Cloud Private será a plataforma de nuvem corporativa que vamos usar na nossa jornada de transformação digital", disse.

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