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Mercado de e-commerce cresce 9,23% no Brasil e alcança 600 mil lojas

Segundo estudo publicado pelo PayPal, mercado estaria mais maduro. No entanto, tempo médio de vida das lojas ainda é baixo: seis meses

Luiz Mazetto

30/06/2017 às 12h59

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O mercado de e-commerce registrou crescimento de 9,23% no número de lojas entre junho de 2016 e junho de 2017, de acordo com uma nova pesquisa publicada pelo PayPal nesta quinta-feira, 29/6. Intitulado “O Perfil do E-commerce Brasileiro 2017”, o estudo feito pela BigData Corp a pedido do PayPal aponta que o país superou a marca de 600 mil sites de e-commerce, em comparação com 547 mil no ano anterior – e 360 mil no cada vez mais longínquo ano de 2014.

Apesar de ainda significativo, o crescimento é menor do que o registrado em 2016 e 2015, quando o setor cresceu, respectivamente, 21,52% e 24,67%. Segundo o relatório, essa taxa mais baixa de crescimento acontece, em parte, porque o mercado brasileiro de e-commerce está mais maduro. 

“Vejo isso com bons olhos. Um mercado maduro é melhor para o consumidor e para o sistema como um todo”, explica o CEO da BigData Corp, Thoran Rodrigues, que destaca ainda que o tempo médio de vida de lojas on-line no país dobrou de 3 meses para 6 meses no último ano.

Sites de grande visitação “explodem”

Outro ponto importante do estudo é o fato do número de e-commerces de grande visitação, com mais de 500 mil visitas mensais, ter basicamente explodido neste último ano, passando de 0,76% para 14,77% do total de lojas virtuais no país. 

Entre os motivos para esse boom estão o crescimento do uso de mídias sociais “alternativas” – que não seja o Facebook, basicamente – como plataformas de divulgação desses sites. Os grandes exemplos de redes “alternativas” que cresceram neste segmento no último ano são o YouTube, do Google, e o Instagram, do próprio Facebook.

No escuro

Apesar de estar mais maduro em muitos sentidos, o mercado brasileiro de e-commerce ainda tem alguns pontos negativos que chamam a atenção. A porcentagem de lojas virtuais que utilizam recursos de análise automatizada sobre visitas aos sites, como o Google Analytics, cresceu bastante no último ano, de 59% para 70%, mas isso ainda significa que quase um terço das lojas on-line brasileiras continuam “no escuro”, sem utilizar uma dessas ferramentas.

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