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Banco Paulista aumenta produtividade com uso da assinatura digital

Erivelto Tadeu

13/06/2017 às 0h01

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O Banco Paulista fechou sua participação em câmbio em 2016 com uma movimentação de aproximadamente US$ 20 bilhões de dólares, 8º em volume de operações e com 29 mil operações só no mercado primário, segundo ranking divulgado pelo Banco Central. 

Com uma área de câmbio tão ativa e com um volume bem expressivo de operações, o banco precisa sempre precisa racionalizar e simplificar seus processos, além de desburocratizar para absorver o crescimento da demanda, conforme ressalta Tarcísio Rodrigues Joaquim, diretor de operações internacionais do Banco Paulista e da corretora de câmbio Socopa.

Segundo o executivo, por sempre se orientar pela busca de melhorias dos processos operacionais, em 2014 o banco implementou o uso da assinatura digital em contratos de câmbio. Após avaliar algumas soluções de mercado, o Banco Paulista selecionou a QualiSign, pela facilidade de integração e melhor composição de custo/benefício oferecida.

Apesar de a implantação ter sido rápida e bem-sucedida, a principal barreira ainda é a mudança do papel para o meio digital. “Apesar de a validade jurídica da assinatura digital ser inquestionável, ainda assim muitos clientes querem ter algum papel, seja para registrar, para efeito fiscal ou para anexar ao processo. Estas são as principais justificativas dos clientes que ainda resistem à mudança”, afirma Joaquim.

Assinatura digital e eletrônica

Apesar da resistência, o executivo diz que o uso vem sendo conquistado paulatinamente, à medida que os clientes percebem os benefícios ao adotá-lo. Além do mais, o Bacen recentemente autorizou o uso da assinatura eletrônica, aquela que não exige o certificado digital. “É uma alternativa que o banco está avaliando.  Sua adoção poderá propiciar o crescimento da adesão dos clientes para o mundo digital, pois aqueles que não possuem o certificado digital terão a possibilidade de assinar os contratos de câmbio por meio do mesmo portal de assinaturas que os clientes já utilizam”, afirmou Joaquim. “No ano passado, o volume de contratos assinados digitalmente era cerca de 30% do total do mercado primário e em neste ano já percebemos um crescimento deste indicador.”

Entre os benefícios obtidos com a assinatura digital, segundo o executivo, está a agilidade. Isso se deve à simplificação e consequente redução do tempo gasto na formalização do contrato. “Os prazos de formalização via papel giram em torno de sete a dez dias, enquanto que com a assinatura digital eles são reduzidos para um ou dois dias. Além de o processo ser muito mais rápido, pois elimina a remessa via motoboy ou correio e a coleta física da assinatura no papel, também o racionalizamos dentro do banco, pois não há necessidade de abonar as assinaturas, processo moroso e necessário quando se assina no papel”, explica Sérgio José Da Silva, gerente de suporte ao cliente do Banco Paulista.

Com o processo eletrônico a redução de custos é evidente, pois custos no tratamento do papel, no abono de assinaturas, no controle e armazenamento físico por cinco anos praticamente deixam de existir. “A economia também ocorre com o cliente do banco, uma vez que ele não precisa mais imprimir o contrato em duas vias nem enviá-lo ao banco por motoboy ou correio. Tudo isso é resolvido de forma digital e com segurança” reforça Silva.

A assinatura digital assegura também a integridade, confidencialidade e autenticidade às informações eletrônicas. “Temos um melhor controle sobre quem tem poderes para assinar pelo cliente”, reforça Joaquim.

Mais capacidade

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Com todas as melhorias nos processos houve ganho de 10% em produtividade. Segundo Joaquim, com os mesmos recursos o banco conseguiu aumentar e melhorar sua capacidade de atendimento, suportando ainda o crescimento do volume de operações.

Outro ponto importante é a questão da sustentabilidade. Pelo volume de contratos em 2016, o Banco Paulista evitou a derrubada de 8,6 árvores, eliminando o consumo de 1152kw de energia e 6.480 litros de água, que seriam gastos na produção deste papel. Também economizou a emissão de 11,6 toneladas de CO²que seriam gerados na sua produção. Eliminar o papel é evitar corte de árvores.

Para Joaquim, 2017 já está sendo um ano mais promissor. “Com o cenário melhor da economia e do mercado de câmbio, a expansão do uso do certificado digital e a possibilidade do uso da assinatura eletrônica, continuaremos vencendo as resistências da cultura do papel por meio da introdução do mundo digital, em nome de um mercado mais dinâmico, mais rápido e eficiente, com ganhos significativos para os clientes, colaboradores e para o banco”, concluiu.

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