Home  >  Inovação

Business intelligence é carta na manga para expandir negócios

O BI pode combinar diferentes fontes de informação, tais como e-mails e redes sociais, para adquirir conhecimento profundo visando o trabalho de análise

Christian de Cico*

23/05/2017 às 16h11

analytics2.jpg
Foto:

Para muita gente, a nota fiscal é apenas um pedaço de papel entregue ao cliente no final de uma transação financeira, mais por protocolo do que por necessidade. Mesmo entre as empresas, o mundo de possibilidades oferecido pela nota fiscal ainda é pouco explorado ou compreendido.

O fato é que as notas fiscais são praticamente uma mina de ouro para empresas. Esses documentos oferecem informações valiosas sobre os hábitos e características de clientes e produtos e, uma vez bem empregados, podem ajudar no crescimento da companhia.

É para isso que existe o BI (ou business intelligence), software capaz de analisar e processar dados de documentos e, a partir dele, gerar informações úteis para diversos fins. O processo pode ser um pouco trabalhoso, uma vez que o mercado dispõe de dezenas de ferramentas para aproveitar da melhor maneira possível os dados disponíveis.

Porém, exemplos de bom uso de BI não faltam. Imagine uma empresa de calçados. Utilizar o BI para analisar as notas fiscais dos produtos vendidos pode informar ao lojista o bairro que concentra o maior número de clientes, quais tipos de calçados são mais vendidos, qual a modalidade de pagamento mais utilizada, se houve aumento ou diminuição das vendas devido a períodos sazonais, as cores preferidas dos clientes, quais acessórios são mais comprados na loja, qual é a faixa de gasto dos consumidores, e muitas outras informações.

A lógica também funciona para fornecedores. O lojista pode saber o caminho percorrido pela transportadora, qual fornecedor é mais custoso para a empresa, qual tipo de mercadoria vale mais a pena adquirir, custo de itens versus saída de produtos, e muito mais.

E nem só de notas fiscais vive o BI. A graça do método é poder combinar diferentes fontes de informação para adquirir um conhecimento profundo. Ou seja, ainda utilizando a loja de sapatos como exemplo, e-mails e redes sociais também servem como fontes de informação para o trabalho de análise do BI.

Pensando em tudo isso, cada vez mais empresas e organizações lançam mão do big bata, conjunto de informações de seus bancos de dados, para entender melhor os clientes e conseguirem desenvolver ações mais efetivas para atingir o público alvo, gerando retorno financeiro e de marca.

Em posse de todas essas informações, a empresa pode cortar gastos desnecessários, repensar estratégias de negócios e tomar decisões de maneira muito mais assertiva, permitindo que o crescimento da companhia ocorra de maneira mais rápido e seguro. O que você está esperando para aplicar essa inovação no seu negócio?

*Christian de Cico é CEO da Arquivei, empresa de compliance fiscal que transforma documentos fiscais em inteligência de negócios.

Tags

Tags: