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5G e LTE serão as infraestruturas de Internet das Coisas, diz 5G Americas

Relatório da organização que administra os dois padrões afirma que os principais objetivos da IoT serão alcançados através da conectividade celular

Da Redação

09/12/2016 às 13h28

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Os principais objetivos da Internet das Coisas (IoT) serão alcançados através da conectividade celular, ou seja, com a redução da complexidade e do custo dos dispositivos, maior cobertura para aplicativos remotos e de uso interno, flexibilidade de desenvolvimento, alta capacidade e baterias de longa duração.

Está é a conclusão de relatório divulgado pela 5G Americas, associação que administra a adoção dos padrões 5G e LTE nas Américas. O estudo, intitulado Tecnologias de LTE e 5G Viabilizam a Internet das Coisas, é focado nas principais tecnologias de rádio especificadas pela 3GPP, organização global que visa padronizar a criação, envio e reprodução de arquivos multimídia em telefones celulares e outros aparelhos sem fio GSM.

Segundo relatório, a 5G promete viabilizar aplicações críticas de IoT, que requerem controles em tempo real e automação de processo dinâmicos em áreas como veículo para veículo (V2V), veículo para infraestrutura (V2I), movimento de alta velocidade e controle de processos.  “Para atingir o desempenho necessário, os principais parâmetros que devem ser considerados são a latência da rede abaixo de milissegundos e ultraconfiabilidade. Esses dois parâmetros são componentes do trabalho da 3GPP para definir uma nova interface de rádio para a 5G.  A arquitetura da rede 5G está sendo projetada para servir ambos os cenários da IoT”, afirma o documento. 

O relatório apresenta novos avanços da 3GPP, que incluem a comunicação avançada tipo máquina (eMTC) e IoT de banda estreita (NB-IoT), que devem oferecer uma plataforma, robusta, para vários casos de uso de Internet das Coisas.  A construção dessa plataforma para IoT usando avanços da LTE, como eMTC e NB-IoT, além dos mecanismos para gestão de energia especificados pela 3GPP, aproveita as economias de escala e o “ecossistema” global que a LTE já oferece.

As principais considerações do relatório para o futuro da IoT são a segurança nas comunicações eMTC e NB-IoT, suportada pela 3GPP de última geração, com autenticação, proteção de sinalização e encriptação de dados; escalabilidade, já que as rede celulares foram construídas para processar grandes volumes de tráfego dos sistemas de banda larga móvel. O documento observa ainda que as operadoras podem oferecer conectividade para aplicativos IoT desde a fase inicial e aumentar seu negócio com baixo custo total de propriedade (TCO) P, limitando qualquer esforço e investimento adicional. 

Outro aspecto diz respeito a diversidade. A conectividade celular garante a diversidade necessária para servir uma grande variedade de aplicativos com diferentes necessidades, tudo dentre de uma única rede.  As redes celulares podem atender qualquer situação, desde casos de uso IoT massiva até IoT crítica, afirma o relatório. Há ainda a questão da demanda de conectividade de IoT massiva, já que a 3GPP está apoiando o desenvolvimento de redes e dispositivos. Os principais avanços alcançados pela 3GPP incluem o custo de dispositivos, duração da bateria, cobertura e suporte para um número massivo de conexões IoT.

O relatório ressalta que a operação dessas redes em espectro licenciado também garante que qualquer interferência será previsível e controlada, o que permite usar o espectro de maneira eficiente e suportar um volume massivo de dispositivos. O setor de mobilidade celular, afirma o documento, criou um ecossistema imenso e maduro, com fornecedores de chipsets, dispositivos e redes, operadoras, provedores de aplicativos e muitos outros participantes, além do fórum de padronização da 3GPP, que garantir apoio setorial para desenvolvimento no futuro.

Andreea Timberlake, vice-presidente de novos negócios em redes de acesso via rádio, da Ericsson, observa que “as tecnologias sem fio da 3GPP oferecem vantagens muito interessantes que devem ampliar a capacidade da infraestrutura LTE de servir o imenso mercado de IoT no futuro, e, além disso, em breve a tecnologia poderá contar com o apoio da 5G”.

Já o chefe de comunicações da 5G Americas, Vicki Livingston, diz que, no geral, os padrões da 3GPP devem introduzir inovações para as atuais redes 4G e “projetar as redes 5G para servir um conjunto crescente de serviços IoT no curto prazo, sem a necessidade de construir grandes redes”.

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