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Tecnologias de IoT mais usadas no Brasil movimentaram US$ 1,7 bilhão

Monitoramento de frotas, edifícios inteligentes e operações de manufatura foram os três principais segmentos de uso corporativo de IoT neste ano, segundo o Índice Qualcomm da Sociedade da Inovação (QuISI) 2016

Da Redação

07/12/2016 às 17h26

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O Brasil já é o terceiro maior mercado da América Latina na adoção das tecnologias da informação e comunicações (TICs), atrás de Argentina e México, que são, respectivamente, primeiro e segundo lugares, de acordo com o Índice Qualcomm da Sociedade da Inovação (QuISI) 2016, realizado em conjunto com a consultoria IDC que analisa o quanto as pessoas, as empresas e as esferas do governo estão preparadas para compor uma sociedade tecnologicamente inovadora.

Na classificação geral, o Brasil atingiu o índice de 15,67, posição que se manteve praticamente a mesma na comparação com a edição passada, de 2015, quando o índice do país foi de 14,77. De modo geral, o QuISI 2016 mostra que os brasileiros continuam sendo grandes consumidores de tecnologia, com destaque para os smartphones, além de amplamente conectados às redes sociais.

A edição 2016 apontou, por exemplo, que 54% dos investimentos em TI realizados no país são em hardware, o que indica que o Brasil ainda investe na criação de uma base que sustentará o desenvolvimento de outras tecnologias e plataformas – ou seja, há amplo espaço para software e serviços de TI. Já em relação ao cenário para implantação da Internet das Coisas (IoT), pode-se dizer que existe um grande potencial de crescimento no país, já que a atual proporção de investimentos em IoT é de apenas 0,76% do PIB (Produto Interno Bruto). Os investimentos em hardware corporativo, por sua vez, representam 1,43% do PIB.

A pesquisa aponta que o Brasil tem desafios para acelerar a inovação, entre eles reduzir o tempo necessário para a abertura de uma empresa, que hoje demora, em média, 84 dias. A oferta de ferramentas que ajudem empreendedores é outra demanda do país, já que, segundo os entrevistados pelo QuISI, somente 30% das startups sobrevivem ao primeiro ano de vida.

IoT nas empresas e TICs em governos

A IDC entrevistou influenciadores ou tomadores de decisão de empresas de pequeno, médio e grande porte, proporcionalmente, e verificou-se que existe um grande potencial de crescimento para o mercado de IoT no Brasil. Os três principais segmentos de uso corporativo de IoT neste ano foram monitoramento de frotas (US$ 875 milhões), edifícios inteligentes (US$ 425 milhões) e operações de manufatura (US$ 411 milhões).

O número de entrevistados que afirmam ter soluções de IoT já implementadas aumentou de 9% em 2015 para 13% nesse ano. Além disso, 14% dos entrevistados planejam implementar algum tipo de solução de IoT em até dois anos (5% nos próximos 12 meses e 9% entre 12 e 24 meses).

Outro dado interessante é que 6% das companhias tem mais de 75% de seu quadro funcional apto a trabalhar remotamente, o que mostra oportunidades para aumento da conectividade dentro das empresas.

Para entender as perspectivas dos fundamentos da inovação no âmbito governamental, foram entrevistados representantes de entidades diretamente ligadas ao governo, tais como ministérios, secretarias e departamentos federais, estaduais e municipais. A conclusão é que o Brasil possui bons planos de desenvolvimento, porém, os processos de execução precisam ser acelerados.

A pesquisa aponta, por exemplo, que 2,17% do PIB brasileiro é destinado a investimentos de TI e que as áreas-foco para essas aplicações são segurança, iluminação pública e transporte. Há exemplos de iniciativas bem-sucedidas no país, envolvendo segurança de edifícios públicos e áreas com grande movimentação, com uso de biometria e monitoramento por câmeras, e que podem ser replicados.

De acordo com o levantamento, a estimativa é que até o fim de 2016, o governo representará cerca de 5% do total dos projetos de IoT implementados no Brasil. As áreas que mais demandam esses investimentos são energia, água e gás, todas no âmbito de cidades inteligentes. Essas áreas já contam com iniciativas, mas enfrentam o desafio dos elevados custos de implementação.

Smartphones e wearables

Para descobrir o quanto a Inovação, a Mobilidade e a Internet das Coisas (IoT) influenciam a vida das pessoas, a pesquisa investigou quanto o brasileiro conhece e usa smartphones, produtos vestíveis, carros e casas conectadas. A pesquisa mostra que 55% dos entrevistados afirmam que nos últimos 12 meses passaram a consumir menos voz e mais dados nos pacotes de seus smartphones. Entre as principais atividades que realizam com o smartphone estão tirar fotos (83%), fazer ligações telefônicas (82%) e comunicação por mensagem (81%).

Em relação aos produtos vestíveis (wearable), 53,8% dos entrevistados se dizem interessados em ter o equipamento, mas que o fator preço ainda influencia a decisão de compra. Entre os que pretendem adquirir um produto vestível, 61,8% desejam um smart watch (no ano passado, esse percentual foi 68%).

Já o número de entrevistados que desejam um Fit Band aumentou de 28%, em 2015, para 35,8% este ano. Entre os benefícios que os entrevistados buscam ter ao adquirir um produto vestível estão: ser mais produtivo (32,8%), ser mais ativo ou “fitness” (19,4%) e estar atualizado (15,5%).

Carros e casas conectados

A pesquisa mostra que 52,7% adorariam ter um carro conectado, mas ainda aguardam uma estabilização do preço para realizar a compra. Entre os principais benefícios apontados por quem tem ou quer ter um carro conectado estão o acesso a mapas (81%) e a informações sobre trânsito (68%).

Do total de entrevistados, 62,7% sabem o que é uma casa conectada, mas apenas 1,5% possui uma casa conectada. Os maiores benefícios, entre os que já usufruem da tecnologia, são sistema de segurança (83%), iluminação (63%), eletrodomésticos (52%) e controle de temperatura do ambiente (53%).

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