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Chegou a vez do storage definido por software

SDS revela-se útil por economizar tempo que pode ser redistribuído de volta ao negócio, suportando o crescimento das organizações

Wilson Grava*

04/11/2016 às 12h16

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Nos últimos cinco anos, o armazenamento definido por software (SDS - Software Defined Storage, em inglês) ganhou forte impulso, principalmente com a ampla adoção da virtualização de servidores nos data centers. Esse modelo reduz a complexidade porque o software, responsável por controlar as capacidades relacionadas ao armazenamento, independe do hardware. Ou seja, a inovação não está somente relacionada aos componentes do hardware, que não precisam mais ser fabricados de forma customizada, mas sim, ligada ao desenvolvimento do software, tornando-se assim uma plataforma mais ágil, com menor ciclo de desenvolvimento e menor tempo de entrada no mercado.

Para usuários corporativos que contam com uma infraestrutura de TI, o componente de armazenamento definido por software permite capacidade de resposta mais ágil, um diferencial competitivo importante. No caso, por exemplo, de um processo de upgrade - que normalmente consome tempo e recursos - com o SDS, a equipe de apoio é capaz de monitorar remotamente a mudança e qualquer backup ou requisitos de manutenção. Dessa forma, é possível concluir o upgrade sem interrupções no horário comercial, o que fortalece a confiança do cliente, além de ajudar a equipe de TI a reduzir custos operacionais, eliminando a necessidade dessa equipe de trabalhar por semanas ou noites.

Outra vantagem do storage definido por software é que a alteração dos componentes que compreendem a solução de armazenamento não impacta na disponibilidade do sistema. Como os requisitos e as previsões de planejamento de capacidade mudam, é possível introduzir componentes adicionais para mensurar a capacidade ou o desempenho de forma independente. Uma empresa pode começar com investimento pequeno para sua capacidade de armazenamento, mas aumentá-lo ao longo do tempo, sem qualquer interrupção dos negócios. Isso cria uma modalidade de negócio na qual a empresa compra apenas o que precisa, e no momento em que precisa.

As empresas procuram por maior flexibilidade do armazenamento, desde o espaço físico à simplificação da implementação e gerenciamento contínuo. Por essa razão, tradicionalmente, o processo de avaliar e dimensionar uma solução adequada para um negócio é repleto de incertezas e, entre as mais comuns, estão: a solução é dimensionada corretamente para o desempenho/capacidade que eu preciso e para o ciclo de vida do parque computacional? Os requisitos de mudança de negócio desconhecidos são levados em consideração? Outras dúvidas estão relacionadas à taxa de manutenção contínua necessária para manter a solução suportada após o término da garantia, e à obrigação de recompra, caso o ciclo de vida seja ampliado.

Com o conceito de definido por software é possível mudar cada componente da solução de armazenamento sem interrupções e sem qualquer impacto à disponibilidade ou desempenho das aplicações de produção. Quando novas tecnologias de storage são introduzidas, como o NVMe, elas podem ser facilmente integradas à solução existente. Assim, não é preciso recomprar a capacidade de armazenamento que já se possui, sem mencionar as habilidades, recursos e investimento financeiro necessários para migrar os dados para a nova plataforma.

O SDS revela-se útil por economizar tempo que pode ser redistribuído de volta ao negócio, suportando o crescimento global das organizações. Estou certo de que o conceito de armazenamento definido por software e a tecnologia totalmente flash configuram o futuro da infraestrutura de armazenamento, é só uma questão de tempo, uma vez que os benefícios tornam-se cada vez mais evidentes.

*Wilson Grava é vice-presidente e gerente geral para a América Latina da Pure Storage.

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