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Segurança de dados é um problema não resolvido, diz CEO da Informatica

Empresa acredita que pode oferecer o que nenhum de seus concorrentes é capaz: insights e visibilidade de dados em nível detalhado

IDG News Service

25/08/2016 às 17h18

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Montanhas de dados soterram empresas. O volume de informação é tão grande que as ferramentas e processos utilizados atualmente não são capazes de garantir o mínimo de segurança necessária. “Ouvimos sobre novas brechas o tempo todo – e imagine àquelas que não são divulgadas!”, observa Anil Chakravarthy, CEO da Informatica. “Esse é um problema não resolvido”, acrescenta.

O executivo à frente da companhia tradicionalmente focada em rotinas de gestão e integração de dados afirma que a empresa passa pela maior transformação já ocorrida ao longo da história da fornecedora a fim de garantir maior proteção para seus clientes em um contexto de Big Data.

No ano passado, a provedora lançou um produto chamado Secure@Source, que chegou com a promessa de uma abordagem centrada em dados para garantir a segurança da informação à medida que permitiria às empresas identificarem e visualizarem dados, independente de onde estejam localizados.

O plano, agora, é trazer mais produtos como esse ao mercado. “Acreditamos que nosso foco deve ser nesse sentido”, sintetizou Chakravarthy, citando que as organizações focarão mais na governança dos dados do que em temas envolvendo infraestrutura e redes. 

A Informatica acredita que pode oferecer o que nenhum de seus concorrentes é capaz: insights e visibilidade de dados em um nível detalhado. “Não vejo ninguém com essa mesma capacidade”, afirma o executivo.

Há pouco mais de um ano a empresa fechou o capital em um movimento avaliado em US$ 5,3 bilhões, que contou com investimentos de Microsoft e Salesforce. Foi mais ou menos nessa época que Chakravarthy deixou de ser líder de produto para substituir Sohaib Abbasi na posição de CEO.

A ideia é que operar uma companhia fora do mercado de capitais ajude a Informatica a direcionar suas estratégias para tornar-se um provedor alinhado a demandas de cloud e Big Data.

“A maioria dos clientes usa de 30 a 40 produtos corporativos SaaS”, estimou. “Seus dados estão em qualquer lugar na nuvem, mas ainda há muita coisa em ambientes privados. Nunca houve tanta fragmentação e volume de informações fora do controle das companhias”, avaliou.

O executivo demonstra otimismo quanto a possibilidade de as empresas usarem esses registros para transformarem seus processos e criarem novos modelos de negócio. “Estamos muito animados com relação a essa jornada”, concluiu.

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