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Apenas 9% das indústrias brasileiras são digitalizadas

Estudo da PwC traça cenário otimista, mas reforça que o conceito de Indústria 4.0 ainda não decolou no país

Da Redação

10/08/2016 às 17h37

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A Quarta Revolução Industrial é uma realidade distante do Brasil. Um estudo da PwC para avaliar o avanço de iniciativas de digitalização das fábricas revelou que apenas 9% das manufaturas brasileiras classificam que estão em estágios avançados na aplicação de tecnologias que compõem o conceito de Indústria 4.0.

O percentual brasileiro é considerado baixo, frente a uma média global na casa dos 30%. Alem disso, no México, por exemplo, 40% das empresas que participaram do estudo acreditam estar em um nível avançado de digitalização. O cenário é semelhante nos Brics. A África do Sul e Índia (ambos com 27%) e China (40%) se mostram mais confiantes na utilização desses recursos tecnológicos nas manufaturas.

Apesar de a amostra não ser muito ampla (apenas 32 companhias nacionais participaram das entrevistas que embasam o estudo, que ouviu um total de 2 mil organizações, espalhadas por 26 países), o resultado encontrado reforça outros estudos sobre o mesmo tema.

Uma pesquisa da CNI, divulgada no início de 2016, revelou que poucas companhias brasileiras recorrem a soluções envolvendo sensores, prototipagem rápida, impressão 3D, Internet das Coisas em contexto fabril. Um levantamento da Siemens PLM, ainda, revelou que há falta de compreensão com relação ao conceito de Indústria 4.0.

Apesar da baixa penetração das tecnologias nas manufaturas do País, a pesquisa da PwC aponta um cenário bastante otimismo, com percentual de digitalização saindo dos 9% atuais para 72% em 2020, se equiparando a média global.

Segundo a pesquisa, no Brasil, apenas uma em cada dez empresas aplicam mais do que 8% de suas receitas nesse tipo de iniciativa. O estudo revela que isso deve mudar nos próximos anos, com 21% das companhias canalizando esse percentual de recursos para esses projetos. O maior foco estará na adoção em tecnologias como sensores ou dispositivos de conectividade, software e aplicação.

Essa mudança de postura vem atrelada a possibilidade de obter ganhos e redução de custos. A maior parte das empresas concorda que, ao longo dos próximos cinco anos, os ganhos com digitalização serão maiores que 10% de suas receitas. Além disso, sete em cada 10 companhias brasileiras têm intenção de desenvolver um novo produto ou serviço digital que traga retorno expressivo de receita.

Os resultados da PwC mostram que os líderes do setor industrial no mundo pretendem investir, em média, 5% da sua receita anual na digitalização de funções essenciais das cadeias vertical e horizontal de suas empresas, o que representa investimentos anuais da ordem de US$ 907 bilhões em 2020.

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