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A revolução iminente das APIs no mercado de serviços financeiros

Interfaces permitirão que produtos e serviços bancários seja entregues a partir de uma ampla gama de dispositivos compatíveis

Adriano Balaguer*

02/08/2016 às 14h21

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A ideia principal deste artigo é apresentar o tema API (Application Programming Interface ou “Interface de Programação de Aplicativos”) de forma simples e sob a ótica de negócios para mostrar como as empresas podem aumentar seus negócios com sua adoção.

Uma API é um software que permite a utilização das suas funcionalidades por outros aplicativos que não pretendem envolver-se em detalhes da sua implementação, mas apenas usar seus serviços.

Uma boa maneira de entender as APIs é no contexto de uma tomada elétrica comum. As tomadas elétricas são interfaces construídas para consumir o serviço de eletricidade. A energia elétrica é o serviço e cada dispositivo que usa a eletricidade é um consumidor desse serviço.

Através da interface padrão, qualquer consumidor pode utilizar a energia necessária para suprir seus dispositivos que estejam compatíveis e conectados de acordo com a norma vigente. Para o consumidor porém, não importa o que está acontecendo do outro lado da parede, seja a fiação, a forma como a energia é gerada ou ainda onde essas fontes de energia estejam localizadas.

O provedor também não precisa explicar ou apresentar quaisquer detalhes de como os serviços são oferecidos. Em um mercado fortemente regulamentado como o de Serviços Financeiros, as informações pessoais confidenciais de correntistas serão mantidas "atrás da parede" garantindo a privacidade dos dados, o sigilo bancário e a segurança das transações.

As normas e padrões da API são disponibilizados em páginas web ou portais direcionados aos desenvolvedores, contendo a documentação oficial funcional e técnica permitindo aos interessados utilizar os produtos e serviços oferecidos pela instituição financeira.

Através da API, produtos e serviços como empréstimos, seguros, comércio eletrônico, pagamentos, informações de clientes, histórico de transações, autenticação e transferências bancárias, entre outros, poderão ser entregues a partir de uma ampla gama de dispositivos compatíveis.

Neste novo modelo de negócios, um banco pode expandir seu raio de ação e aumentar sua receita. Por outro lado, a exposição de sua marca será menor ou inexistente, uma vez que o aplicativo pode ou não indicar quem está por trás do serviço oferecido. É parte da decisão estratégica de negócios da instituição decidir por sua utilização, dependendo da expectativa de resultados. Inovação, aumento de receita, expansão, custos e segurança são fatores críticos que devem ser considerados para a tomada de decisão pela utilização de API’s.

Atualmente, mais de 15 mil APIs (nos mais variados segmentos de mercado como serviços financeiros, governo, telecom, mobile e outros) estão disponíveis no site Programmable Web. O Open Bank Project é uma API de código aberto e também loja de aplicativos para bancos que permite que as instituições financeiras desenvolvam suas ofertas digitais de forma rápida e segura usando um ecossistema de aplicações e serviços de terceiros.

Um case muito bem sucedido de APIs abertas no setor bancário é o BBVA API Market. Com presença em mais de 35 países e utilizando estratégias digitais abertas e inovadoras, em conjunto com o “mobile first” e Omni-channel, o BBVA já oferece um amplo conjunto de API’s de produtos e serviços através de seu portal.

As vantagens econômicas da utilização de APIs são vastas. Explorar este universo exige experiência e capacidade técnica para implementar e ajudar as empresas a aumentar seus negócios.

*Adriano Balaguer é senior business consultant da GFT Brasil.

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