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Fraudes em caixas eletrônicos aumentam 546% nos Estados Unidos em 2015

Relatório da Fico revela mudanças nos padrões de criminosos, com ações cada vez mais rápidas e em máquinas fora das agências

itmidia

18/05/2016 às 9h00

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Não é apenas no Brasil que os criminosos exploram as vulnerabilidades em caixas eletrônicos. Os ATMs aparecem como um alvo interessante também para bandidos nos Estados Unidos. Um levantamento da Fico identificou aumento de 546% no número de fraudes nesses canais de autoatendimento em 2015 frente a 2014.

A companhia fornece uma tecnologia que monitora milhares dessas máquinas espalhadas pelo território norte-americano. De acordo com a empresa, a atividade criminosa foi maior em equipamentos localizados fora das agências bancárias, como lojas de conveniência, onde o número de máquinas danificadas foi dez vezes maior na comparação anual.

A empresa também informou que os danos aos ATMs estavam ocorrendo em menos dias. A duração média de um caixa eletrônico danificado diminuiu de 36 dias para 14 dias no intervalo de um ano, e a média de cartões afetados caiu pela metade.

“Os criminosos estão adotando uma abordagem rápida”, avalia TJ Horan, vice-presidente de soluções de fraudes da Fico. “Eles estão acelerando para tornar mais difícil aos bancos reagir e eliminar as fraudes”, acrescenta.

Segundo o executivo, os criminosos preferem os caixas eletrônicos localizados fora dos bancos, por serem mais vulneráveis – em 2015, essas máquinas foram responsáveis por 60% de todas as fraudes, acima dos 39% de 2014.

Horan aconselha os executivos responsáveis por protegerem esses ativos nos bancos a aumentarem a frequência das inspeções, olhando cuidadosamente para detectar qualquer sinal de adulteração.

Blockchain o fim das senhas

Além disso, ele recomenda que os usuários prestem atenção a alguns sinais supeitos. “Se um ATM parecer estranho ou se o cartão não entrar na máquina de forma suave, considere ir para outro lugar”, cita.

O vice-presidente da Fico sugere, ainda, verificar as transações do cartão com frequência e adotar posturas de proteção em múltiplas camadas (pedindo que o banco ou emissor de cartão envie alertas ou emails a cada transação realizada).