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Intel vê na pesquisa atômica o futuro do mobile

Após encerrar gerações de Atom, companhia alia-se a laboratório para pesquisar tecnologias de baixo consumo energético

IDG News Service

13/05/2016 às 16h04

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Semanas depois de cancelar duas gerações de chips móveis Atom - chips de baixo consumo energético voltados para smartphones e tablets, a Intel anunciou uma nova pesquisa em colaboração com um laboratório francês de energia atômica. O objetivo da Intel é pavimentar seu caminho para tecnologias de baixo consumo de energia para o futuro.

O foco da colaboração com a Comissão de Energias Alternativas e Energia Atômica Francesa (CEA) se dará em pesquisas para redes sem fio mais rápidas, tecnologias de baixa energia para Internet das Coisas e até mesmo telas 3D.

A Intel e CEA já trabalham juntas no campo de computação de alta performance, e um novo acordo assinado nessa quinta-feira (12/05) prevê o trabalho da Intel no Laboratório para Eletrônicos e Tecnologia da Informação (LETI), da CEA, nos próximos cinco anos, segundo Rajeeb Hazra, vice-presidente do grupo de data center da Intel.

O CEA foi fundado em 1945 para desenvolver energia nuclear para uso civil e militar. Seu trabalho com a Intel começou logo depois que cessou seus programas de testes subterrâneos de armas nucleares, a medida que se voltou para modelos de computação para continuar sua pesquisa de armas, disse o diretor da CEA, Daniel Verwaerde.

Tais esforços continuam, mas atualmente os interesses de pesquisa da organização são mais amplos, englobando matérias de ciência, clima, saúde, energia renovável, segurança e eletrônica.

Essas duas últimas áreas estarão no coração da nova colaboração, que terá cientistas do LETI trocando informações com os da Intel.

No entanto, ambas as partes evitaram perguntas sobre quem teria os direitos comerciais para os frutos de suas pesquisas, limitando-se a dizer que ambas protegeram seus direitos. O acordo levou um ano para ser negociado.

“É um acordo equilibrado”, disse Stéphane Siebert, diretor da CEA Technology, divisão da qual o LETI integra.

Quem detém o que na colaboração de cinco anos pode se tornar um assunto espinhoso, para acionistas da Intel e contribuintes franceses, já que levarão vários anos antes de ficar claro quais tecnologias ou patentes serão, de fato, importantes.

Hazra enfatizou que a Intel depende de pesquisadoras fora dos Estados Unidos. A companhia conta com mais de 50 laboratórios na Europa, quatro deles que se dedicam a chamada computação exascale, sistemas capazes de cálculos de bilhões de bilhões por segundo.

“Todos nossos laboratórios exascale são fora dos Estados Unidos. Todos estão na Europa”, disse.

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