Home  >  Plataformas

Cientistas descobrem novas possibilidades para computação quântica

Pesquisadores demonstraram como construir grandes circuitos quânticos sem a necessidade de usar vários portões lógicos pequenos

IDG News Service

30/03/2016 às 14h38

quantico.jpg
Foto:

A computação quântica está um pouco mais próxima de nosso alcance graças a uma nova descoberta na qual cientistas demonstraram que uma parte essencial dela pode ser montada.

Computadores quânticos são baseados em bits quânticos em escala atômica, que podem representar tanto '0' quanto '1' simultaneamente. A expectativa é que eles entreguem alta performance quando comparados com os computadores tradicionais. Mas para atingir tal potencial, entretanto, depende da habilidade de construir circuitos quânticos funcionais.

É aí onde o portão Fredkin, também conhecido como portão SWAP entra. A versão quântica do clássico portão Fredkin troca dois qubits dependendo do valor do terceiro. Ele poderia ser um componente chave do circuito quântico, pois devido a complexidade envolvida ninguém até então conseguiu construir um na vida real. Isso, até agora.

Considerando que o portão Fredkin requer tipicamente um circuito de cinco operações lógicas, pesquisadores da Griffith University e University of Queensland usaram o entrelaçamento quântico de partículas de luz para implementar a operação SWAP controlada diretamente.

“Semelhante a construção de uma enorme parede de lotes de pequenos de tijolos, grandes circuitos quânticos exigem muitas portas lógicas para funcionar", explicou Raj Patel, pesquisador no Centro de Griffith para a Quantum Dynamics.

Essencialmente, esses cientistas demonstraram como construir circuitos quânticos grandes diretamente, sem a necessidade de usar vários portões lógicos pequenos. Isso, por sua vez, colocaria os computadores quânticos reais ao alcance.

Cientistas do National High Magnetic Field Laboratory (MagLab) na Florida State University recentemente reportam uma descoberta com promessa semelhante ao minimizar a suscetibilidade dos qubits às perturbações magnéticas.

A nova pesquisa foi publicada na semana passada na Science Advances.

Deixe uma resposta