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Brasileiras perdem US$ 18 milhões com indisponibilidade de aplicações

Pesquisa da Veeam mostra que perdas verificadas pelas companhias nacionais ficaram acima da média global

Da Redação

19/02/2016 às 12h33

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As empresas brasileiras enfrentam, em média, 14 paradas de sistema ao ano, o que acarreta um prejuízo anual da ordem de US$ 18 milhões aos seus cofres. Pelo menos, é o que mostra um estudo divulgado pela Veeam. As perdas verificadas pelas companhias nacionais ficaram acima da média global (US$ 16 milhões).

A provedora identificou que 53% das aplicações das organizações do Brasil que responderam ao questionário são de missão crítica - e a previsão é de que essa porcentagem cresça para 62% em dois anos. O intervalo de indisponibilidade verificado no País dura cerca de duas horas e, quando há uma falha no sistema, o tempo médio para recuperar aplicações é de 3 horas.

“Hoje, as empresas brasileiras estão investindo mais em upgrades de armazenamento (70% citaram essa área), virtualização do servidor (70%) e upgrades do sistema operacional (67%)”, lista o relatório, que observa interesse dos executivos locais em soluções de nuvem pública e recuperação de desastre como um serviço, além de consolidação de sites de TI e dos data centers existentes (40%);

Em termos globais, o relatório anual da Veeam revela que 84% de tomadores de decisão no mundo admitem sofrer uma ‘Lacuna de Disponibilidade’ (o intervalo entre o que a TI pode entregar e o que os usuários demandam). Isso custa aos negócios até US$ 16 milhões por ano em produtividade e receitas perdidas, além de causar um impacto negativo na confiança do cliente e na integridade da marca (segundo 68% e 62% dos respondentes, respectivamente).

Esse número cresceu US$ 6 milhões em 12 meses, apesar de quase todos os respondentes terem dito que implementaram medidas mais severas para reduzir incidentes de disponibilidade e que 48% de todas as cargas de trabalho são consideradas de missão crítica (com um aumento para 53% até 2017).

Com o número da população conectada no mundo elevada para níveis recordes no ano passado (3,4 bilhões ou cerca de 42% do globo) e previsões de que haverá quase 21 bilhões de dispositivos conectados até o fim de 2020, a necessidade de entregar acesso 24x7 a dados e aplicações nunca foi tão importante.

"Entretanto, parece que as empresas não receberam a mensagem, apesar de que mais de dois terços dos respondentes afirmaram ter investido bastante na modernização do data center, especificamente para aumentar os níveis de disponibilidade”, afirma a provedora.

As descobertas principais da edição mais recente da pesquisa, que ouviu 1.140 executivos ao redor do mundo, incluem:

• Os usuários querem suporte para operações em tempo real (63%) e acesso global 24/7 a serviços de TI para suportar negócios internacionais (59%).

• Ao modernizar seus data centers, recuperação em alta velocidade (59%) e a evasão de perda de dados (57%) são as duas capacidades mais procuradas; entretanto, o custo e a falta de habilidades está inibindo esse desenvolvimento.

• As organizações aumentaram seus requisitos de nível de serviço para minimizar as paradas de aplicações (96% das organizações aumentaram os requisitos) ou para garantir acesso a dados (94%) até certo ponto nos últimos dois anos, mas a Lacuna de Disponibilidade ainda permanece.

• Para resolver isso, no entanto, os respondentes afirmaram que suas organizações estão atualmente modernizando os data centers de alguma forma, ou pretendem fazer isso em um futuro próximo – virtualização (85%) e backups (80%) estão entre as áreas mais comuns a serem atualizadas para esse propósito.

• SLAs (acordos de nível de serviço) para objetivos de tempo de recuperação (RTOs) foram estabelecidos em 1,6 hora, mas os respondentes admitem que, na realidade, as recuperações levam 3 horas. Similarmente, SLAs para objetivos de ponto de recuperação (RPOs) são de 2,9 horas, enquanto são entregues realmente em 4,2 horas. Os respondentes reportam que suas empresas vivenciam, em média, 15 paradas não planejadas por ano. Isso se compara a uma média de 13 reportadas em 2014. Com isso, a duração de uma parada não planejada em uma aplicação de missão crítica aumentou de 1,4 hora para 1,9 hora ano-a-ano, e que a duração da parada em uma aplicação que não é de missão crítica aumentou de 4 horas para 5,8 horas.

• Apenas um pouco menos da metade dos backups são testados em uma base mensal, ou ainda com menos frequência. Lacunas grandes entre os testes aumentam a chance de problemas serem encontrados quando os dados precisam ser recuperados – quando então pode ser muito tarde para essas empresas. E daquelas que realmente testam seus backups, somente 26% testam mais do que 5% dos seus backups.

Impacto financeiro

• Como resultado, o custo médio anual estimado da parada para as empresas pode chegar a US$ 16 milhões. Esse é um aumento de US$ 6 milhões em relação à média de 2014.

• O custo médio por hora da parada para uma aplicação de missão crítica chega a pouco menos de US$ 80 mil. O custo médio por hora em perda de dados resultante de paradas para uma aplicação de missão crítica chega a pouco menos de US$ 90 mil. Quando se trata de aplicações que não são de missão crítica, o custo médio por hora é acima de US$ 50 mil em ambos os casos.

• A perda de confiança do cliente (68%), danos à marca da organização (62%), e perda da confiança do funcionário (51%) foram os três resultados ‘não financeiros’ mais citados da fraca disponibilidade.

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