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A saída da crise pode estar no big data

Apenas com muito trabalho, planejamento e estratégia é possível sobreviver à tormenta e retomar o crescimento

Thoran Rodrigues*

17/02/2016 às 11h08

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Não há fórmula mágica que faz a empresa passar ilesa pela crise econômica do Brasil atualmente. Apenas com muito trabalho, planejamento e estratégia é possível sobreviver à tormenta e retomar o crescimento. Porém, existem soluções e novas tecnologias que ajudam os executivos nesta empreitada ao oferecerem inteligência para a tomada de decisões. É justamente neste ponto que entra o Big Data, expressão da vez no ambiente corporativo e que permite a construção de análises e relatórios certeiros a partir de dados não estruturados.

O conceito envolve, dentre outros, a captura do conteúdo disponível na web, transformando-o em informações úteis por meio de relatórios, estatísticas, entre outros formatos. Atua como um filtro que separa e coleta apenas o que interessa para o nicho do cliente, permitindo insights importantes para a estratégia comercial. Essa possibilidade transformou o Big Data na principal ferramenta para enfrentar a crise. Afinal, com ele é possível conhecer melhor sobre si mesmo, seus concorrentes e o próprio segmento, identificando tendências e oportunidades.

Extrair pesquisas da Internet para referendar decisões empresariais não é um fenômeno novo. Até pouco tempo, os executivos recorriam aos dados de navegação e tráfego, como o comportamento do usuário, sua jornada dentro de um site e o perfil sociodemográfico destas pessoas. Porém, o avanço da tecnologia mostrou que estes elementos contam apenas metade da história. Atualmente, é preciso expandir o olhar estratégico e descobrir novos dados sobre o segmento em que atua – o que só é possível com os recursos de Big Data.

Até porque é preciso ter ferramentas adequadas para que estas informações tenham a aderência necessária para a empresa. Sem elas, os dados coletados serão conteúdos desconexos com pouco interesse. É como um diamante, que precisa ser lapidado para obter um valor maior. O ambiente corporativo, aliás, percebeu esta necessidade: estimativa do IDC indica que o Big Data deve movimentar US$ 48,6 bilhões em 2019 entre infraestrutura, software e serviços, com um crescimento anual de 23%.

Cada vez mais presente no ambiente corporativo, o conceito é essencial para executivos que desejam não só passar por este momento turbulento, mas também crescer de forma sustentável no futuro. Na era da informação que vivemos atualmente, quem não souber trabalhar com os dados fica para trás em mercados competitivos.

*Thoran Rodrigues é CEO da BigData Corp.