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Qualcomm lança chip que deve permitir a criação de wearables mais finos

felipe.dreher

11/02/2016 às 13h49

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Atualmente, wearables se resumem a smartwatches ou a pulseiras fitness. Mas a fabricante de chips Qualcomm quer mudar isso ao levar conectividade LTE para wearables a partir de sua nova plataforma Snapdragon Wear.

Com ela, a Qualcomm pretende direcionar o desenvolvimento de vestíveis mais elegantes, desde smartwatches, óculos inteligentes e pulseiras que também ofereçam maior tempo de bateria. A ideia é que com Wi-Fi, Bluetooth e LTE, a Qualcomm possibilitará mais formas para vestíveis se conectarem e transferirem dados através da Internet, ao invés de usar um smartphone como uma interface.

No núcleo da nova plataforma já disponível está o chip Wear 2100 para qual cada módulo LTE pode ser anexado. Trata-se do primeiro de uma nova família de chips que a companhia lançará para wearables.

A LG Electronics disse que lançaria smartwatches e outros wearables com o tal chip até o final desse ano. No ano passado, a LG havia anunciado seu LG Watch Urbane 2nd Edition LTE, mas deixou de lado o produto devido a problemas de hardware. A expectativa é que o relógio possa ser lançado esse ano com o novo chip da Qualcomm.

É verdade que já há wearables com conectividade de celular, mas a maioria deles conta com conexão 2G/3G. Modems LTE tendem a sugar muita energia, e usar uma rede 2G/3G é uma forma mais eficiente para transferir dados usando uma conexão de celular.

Mas ao longo do tempo, a Qualcomm reduziu o tamanho de seus modems LTE enquanto os tornava mais eficientes. A companhia agora está confiante de que pode colocar um modem LTE em um wearable como um relógio inteligente sem prejudicar a vida da bateria.

Cerca de 65 smartwatches com Android Wear já usam chips Qualcomm. A plataforma Qualcomm Wear também incluirá ferramentas de software e design para clientes desenvolverem dispositivos.

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O chip Wear 2100 é uma versão menor do Snapdragon 400, que é atualmente usado em smartphones. É também mais eficiente em termos de energia, o que permitiria uma vida mais longa para baterias.

O chip conta com um hub de sensores e algoritmos para que possa processar dados no dispositivo antes de enviá-los a nuvem. A inteligência a bordo poderia limitar a quantidade de dados enviados para uma rede de celular, que poderia preservar a vida da bateria em um wearable.

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