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Transformação digital puxará expansão no Brasil, afirma CA Technologies

"Não existe budget sobrando, mas a transformação digital é uma necessidade e gera expectativa positiva", afirma Laércio Albuquerque

Felipe Dreher

23/11/2015 às 11h05

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A economia brasileira e latino-americana pode dar sinais de retração. O cenário adverso, porém, não reduz os planos de crescimento da CA Techonologies na América Latina. A ideia é que a expansão projetada para os próximos meses venha puxada pelo movimento de transformação das empresas para habilitar suas estratégias de digitalização.

“Não existe mais budget sobrando, mas a transformação digital é uma necessidade das companhias”, comenta Laércio Albuquerque, presidente da provedora na região. O executivo conversou com Computerworld Brasil sobre o momento da companhia, as apostas em Ágil, DevOps, segurança e APIs, e as expectativas para o próximo ano.

Computerworld Brasil - Como andam os negócios da companhia na região?

Laércio Albuquerque - Na América Latina como um todo, temos tido um ano interessante. Os países do lado do Pacífico (México, Colômbia, Peru e Chile) vivem um momento de crescimento econômico um pouco maior e viraram grata surpresa. O lado do Atlântico é onde a dificuldade econômica é maior. Mas, mesmo em países como Argentina e Brasil, onde o crescimento do PIB tende a ser negativo, o cenário mostra que haverá expansão nos investimentos em TI.

Falando especificamente de Brasil, o momento do país pode ser complicado. As empresas estão naquele momento de incerteza em que tendem a segurar alguns projetos. Agora, o que elas não vão segurar por nada são as suas iniciativas de transformação digital. Vemos as companhias brasileiras investindo na transformação digital. É uma realidade. É só olhar para segmentos como o de bancos e seguradoras, varejo... eles investem em aplicativos porque não podem simplesmente parar e esperar para retomar esses projetos quando a economia voltar ao crescimento. Se pararem agora, não conseguirão recuperar depois.

Computerworld Brasil – A ideia, então, é manter o crescimento.

Albuquerque - Por conta da transformação digital, sim. Não existe mais budget sobrando, mas a transformação digital é uma necessidade das empresas e gera expectativa positiva.

Computerworld Brasil – Os projetos na região são parecidos entre si ou há particularidades em cada país?

Albuquerque - Na região é muito similar e o Brasil continua sendo o país mais inovador, mesmo em momentos de crise. Quando comparo os projetos na América Latina com os do resto do mundo, ainda vejo que temos alguns passos para serem dados. Temas como desenvolvimento Ágil ainda vivem um período de evangelização. APIs, que são a forma como as empresas se conectam, é um assunto que já avançou no mundo e agora começa a ganhar espaço por aqui.

Computerworld Brasil - Quais os desafios que a empresa enfrentou ao longo do último ano?

Albuquerque - Talvez nosso principal desafio é que os clientes que atendemos sempre foram conhecidos. Temos presença em grandes empresas - bancos, telcos, varejo. Ocorre que o crescimento nessa economia digital não vem apenas dessas companhias. Há uma infinidade de empresas que não ouvimos falar e que não estavam no nosso radar e agora estão. Precisamos compreender como chegar nesses mercados. Justamente por isso, há alguns meses reestruturamos a operação para fortalecer a presença em segmentos distintos. Essa estratégia já deu frutos. Para se ter uma ideia de 50 novas empresa que não eram nossos clientes passaram a ser.

Computerworld Brasil - O que espera para 2016?

Albuquerque - Dá para perceber a CA movendo sua operação de uma forma diferente. Sempre fomos conhecidos como um provedor de infraestrutura. Hoje, passamos a ser uma empresa de aceleração do desenvolvimento da inovação. Espero que, com as novas aquisições e lançamentos incorporados à oferta, possamos chegar a empresas onde não chegávamos e crescer como um player que atua também na área de desenvolvimento das empresas.

Computerworld Brasil – Essa mensagem de Ágil, Devops, segurança e APIs centraliza o discurso de vocês no momento. Como isso se desenvolverá na região?

Albuquerque - Não muda muito a forma como se trabalha hoje. Há as divisões de negócio para cada uma dessas soluções, com foco para chegar nos clientes de uma forma mais rápida. DevOps já virou uma realidade no Brasil, mas Ágil ainda não. APIs também está começando no mercado local. Então, essas são as grandes apostas para 2016.

Computerworld Brasil - Nesse contexto, qual sua expectativa com relação aos negócios mais tradicionais que compõem o portfólio da companhia?

Albuquerque - Ainda representam mais de 50% do nosso faturamento. Temos clientes muito importantes nessas soluções. Por isso, temos uma divisão de negócios que trabalha para tratar essas organizações de maneira bastante focada.

Computerworld Brasil - Como toda esse novo posicionamento toca o ecossistema de parceiros?

Albuquerque - A grande mudança que queremos com o parceiro é a especialização. Uma revenda que atua na parte de operações, dificilmente, será a mesma que trabalhará projetos em desenvolvimento ágil. Pode até ser, desde que consiga criar discursos especificos. Não existe mais o canal que vende tudo. Outra grande mudança é a visão de crescimento, na busca de aliados que queiram trazer e atuar nessas contas novas. A estratégia é de especialização e a busca de novos mercados.

*O jornalista participou do CA World 2015, nos Estados Unidos, a convite da CA Techonologies.

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