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Porto Alegre melhora arrecadação sobre o consumo de água com georreferenciamento

Tecnologia deu ao DMAE eficiência na gestão, agilidade para tomada de decisão e permitiu ações de fiscalização com mais assertividade

Da Redação

19/11/2015 às 9h00

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O Departamento Municipal de Água e Esgotos (DMAE), órgão responsável pela captação, tratamento e distribuição de água, coleta e tratamento do esgoto sanitário de Porto Alegre (RS), aumentou sua arrecadação mensal sobre o consumo de água em R$ 500 mil durante o ano de 2014, após adotar a solução de Inteligência Geográfica da Imagem, empresa líder no mercado de Sistemas de Informações Geográficas (GIS).

O projeto da capital gaúcha considerou uma revisão completa da situação dos consumidores para melhorar o entendimento sobre a condição financeira dos moradores e o número de pagantes da tarifa social (valor mínimo pago por famílias de baixa renda sobre tarifa de água e esgoto).

Até então 72 mil ramais, quase um quarto da população, pagavam a tarifa social, embora o benefício seja destinado somente para usuários residentes em prédios de até 40m², habitações coletivas construídas através da Companhia de Habitação do município (Cohab) e do Departamento Municipal de Habitação (Demhab), e instituições culturais, assistenciais ou de educação extraescolar. Segundo o departamento, esta foi a primeira ação para revisar este benefício.

O DMAE sabia ser necessário executar essa revisão. A dificuldade entretanto era que considerava-se que para executar esse procedimento, seria necessário entrar em todos os lotes e medir as edificações. Com o uso da Inteligência Geográfica, foram realizados cruzamentos entre as informações comerciais dos consumidores e dados da base cartográfica, imagens de satélite e aerofotogrametria, tornando-se possível realizar esta análise sem a necessidade de visitas aos imóveis. Com a análise, observou-se que 25 mil clientes estavam corretamente registrados, enquanto que outros 47 mil estavam em situação não condizente com aquela exigida por lei para pagamento da tarifa social.

De acordo com Fernando Neuwald, engenheiro Civil no órgão, o resultado foi fundamental para otimizar os negócios e o poder de decisão dos gestores. “Almejávamos um retorno financeiro mensal de R$ 100 mil, e alcançamos um número cinco vezes maior do que o esperado, R$ 500 mil mensais, durante um período de seis meses de implantação”, destaca.

Revisão de esgoto

Outro fator aprimorado com a Inteligência Geográfica foi o entendimento sobre a localização e o tipo de rede de esgoto e água do município (água, pluvial ou cloacal (água escoada por pias, tanques, vãos sanitários, etc.)). Para realizar esse processo, 42 mil clientes foram analisados, um a um. Destes, a tarifa de 50% foi alterada, pois constavam como ligação executada (CAC) isto é, provisória, enquanto os outros 50% foram encaminhados para vistorias técnicas ou avaliação de ligação do prédio ou na rede. Após vistoria, observou-se que 90% dos ramais já estavam ligados, comprovando a eficiência do projeto e melhoria de processo de cadastro, migrando à base de mapas para o geoprocessamento.

“A falta de integração das informações nos deixava distantes de nossos clientes. Com a tecnologia conseguimos saber quais os usuários estavam conectados à rede e qual o tipo de ligação havia sido realizada. Assim, mensuramos a situação de cada cliente de perto”, afirma.

Para Neuwald, a empresa soube aproveitar o conhecimento técnico da equipe e transformá-lo em ações efetivas, não somente para os gestores da companhia, mas em prol da população também. “Com a solução conseguimos melhorar nosso atendimento ao cliente, identificar pontos com maiores déficits de atendimento. Hoje temos base para gerir de forma mais assertiva o planejamento da cidade, controlar maior das obras e substituição de redes de água e esgoto, além de fazer uma revisão do cadastro comercial e da recuperação de receita por meio do controle de perdas físicas e financeiras”, destaca.

A expectativa da empresa é de cada vez mais usar a tecnologia para contribuir com as ações internas e externas do Dmae. “Pretendemos no futuro abrir um canal para que os consumidores possam se comunicar conosco de modo que tenhamos um cadastro tão inteligente que, quando formos, por exemplo, fechar os registros da cidade para realizar uma manutenção, possamos saber quais serão os clientes que ficarão desabastecidos e comunicá-los com antecedência”, finaliza.

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