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Tablets ganham espaço nas empresas e veem futuro promissor

Lançamentos recentes da Apple e da Microsoft mostram que o mercado corporativo está abrindo os braços para o gadget

Da Redação

13/11/2015 às 17h27

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De modo geral, as vendas de tablets caíram 20% nos últimos trimestres. Mas o uso desses aparelhos no ambiente de trabalho continua crescendo nos Estados Unidos. Com base em uma pesquisa feita com 300 empresas dos norte-americanas encerrada em setembro, a consultoria J. Gold Associates determinou que o número de empresas que possuem mais de metade da sua força de trabalho usando tablet vai crescer até 155% nos próximos três anos.

“Isso indica uma forte tendência para cima”, afirmou a empresa em um relatório de 11 páginas sobre a pesquisa. A Computerworld dos EUA recebeu uma cópia de review do documento.

A pesquisa também questionou sobre os planos das empresas em dependerem dos funcionários que levam seus próprios tablets em uma situação de BYOD (Bring Your Own Device).

O estudo aponta que aproximadamente 12% das empresas entrevistadas atualmente se baseiam em BYOD para quase todo o seu uso de tablets, um número que vai crescer para 21% nos próximos três anos – uma taxa de crescimento de 78%. Em comparação, 9% desses usuários de tablets mais aficionados estarão usando aparelhos fornecidos pelas empresas até lá.

“O BYOD não será tão importante para tablets e BYOD é exagerado, especialmente com tablets”, afirmou o analista da J. Gold Associates, Jack Gold. Como analistas já notaram com o mercado consumidor, os usuários estão ficando muito mais tempo com os tablets do que com os smartphones, às vezes entre três e cinco anos. Em contraste, as pessoas tendem a manter seus smartphones por cerca de 18 meses.”

Gold argumenta que os tablets no espaço de trabalho são fundamentalmente diferentes do que são para os consumidores. “Para a maioria dos funcionários, você não precisa de inovação de hardware com os tablets, mas de inovação no fluxo de trabalho”, afirma. “Muitos trabalhadores não precisam de uma super tela; precisam de algo que é funcional.”

Para os funcionários, “um tablet é sobre fazer uma tarefa em vez de um aparelho geral, enquanto que os consumidores querem fazer tudo com ele”, completa o especialista. Mas nem todo mundo pensa assim. Sim, algumas vezes o pessoal de vendas ou um motorista da frota usam tablets apenas para preencher algo simples em um formulário, por exemplo.

No entanto, alguns tablets são usados no trabalho para basicamente substituir um notebook, como o CEO da Apple, Tim Cook, afirmou recentemente ao promover o novo iPad Pro, que possui tela de 12,9 polegadas e suporte para teclado físico e caneta stylus.

O esforço da Apple para entrar nesse segmento acontece após o sucesso da Microsoft com o Surface Pro, que acaba de ganhar o modelo mais recente (Surface Pro 4), assim como um notebook que também vira tablet, o Surface Book.

Os tablets baseados em Windows mostraram o crescimento projetado mais forte no estudo, chegando a 123% em três anos para as empresas com uso mais intenso de tablets. Os tablets com Android devem crescer 75%, enquanto que o iPad deve subir 63% no mesmo período.

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