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Volkswagen teria usado software para driblar teste de emissão de poluentes

As agências, EPA e CARB, dos EUA, acusam a companhia de "enganar" os testes de poluentes para veículos de quatro cilindros movidos a diesel

Da Redação - com IDG News Service

21/09/2015 às 11h07

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A Volkswagen está sendo investigada pela Agência de Proteção Ambiental (EPA) dos EUA e pelo comitê de recursos do ar da Califórnia ( California Air Resources Board - CARB) porque teria utilizado software para enganar os testes de emissão de gases poluentes para seus veículos a diesel naquele país.

Segundo a EPA, um algorítimo de software instalado nos veículos fazia com que as emissões ficassem dentro dos padrões no laboratório ou durante os testes de mercado. Tanto a EPA quanto a CARB disseram ter descoberto o software depois de ver testes realizados por pesquisadores da Universidade da West Virginia University.

Os veículos comprometidos representam 482 mil carros de quatro cilindros movidos a diesel, fabricados e vendidos entre 2008 e 2015: quatro modelos da VW - Jetta, Beetle, Golf e Passat - e o Audi A3. No caso do Passat, os modelos são os vendidos entre 2014 e 2015.

Sem o truque do software, os carros emitiriam até 40 vezes mais poluentes do que o permitido pelo padrão da EPA o que seria uma violação do Clean Air Act. No caso, os poluentes são os chamados óxidos de nitrogênio (NOx), gases gerados por queima de combustível fóssil que são considerados por muitos cientistas como mais danosos ao meio ambiente e à saúde humana do que o dióxido de enxofre (SO2).

No final de semana a montadora fez uma série de movimentos para aplacar a crise, incluindo uma declaração oficial do CEO, Martin Winterkon, que pediu desculpas públicas. A empresa informa que contratou uma comissão externa para investigar e que suspendeu a venda dos carros incriminados pela EPA.

As ações da Volkswagem despencaram 20% nesta segunda-feira, tirando automaticamente US$ 16,5 bilhões do valor de mercado da companhia. Se considerada culpada, a empresa poderá ter de pagar multas de até US$ 18 bilhões.

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