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IBM Brasil inaugura primeiro data center de cloud pública da SoftLayer

Novo centro, em Jundiaí, amplia a oferta de nuvem da IBM no país e vai operar integrado ao data center de cloud gerenciada em Hortolândia

Da Redação

15/09/2015 às 14h02

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A IBM Brasil anunciou nesta terça-feira (15/09) a inauguração do seu segundo data center de cloud computing no Brasil. Instalado em Jundiaí (SP), o centro de dados é o primeiro totalmente dedicado a serviços de nuvem pública da SoftLayer, companhia comprada pela IBM em 2013 por US$ 2 bilhões.

Com isso, a IBM, que já oferecia serviços locais de nuvem gerenciada para clientes em Hortolândia, passa a ampliar sua oferta local de cloud computing com uma plataforma de serviços de nuvem pública "pura", fornecidos pela SoftLayer, que antes estavam disponíveis para clientes locais apenas através dos data centers da companhia no exterior.

O novo data center brasileiro faz parte do investimento mundial de US$ 1,2 bilhão anunciado pela IBM em janeiro de 2014 para a expansão da sua oferta de data centers mundiais de cloud com a abertura de 40 novos centros de dados até o final de 2015. "O investimento é um compromisso da IBM com o Brasil, com nossos clientes e, principalmente, com cloud computing como um dos pilares estrégicos da companhia", diz Tomaz Oliveira, vice-presidente de Cloud Computing da IBM Brasil. 

Com capacidade para 9 mil servidores e potência de 2.8 MW, o novo data center de Jundiaí vai atender clientes locais e também da América Latina e se junta nao data center de Hortolândia e ao data center de Queretaro, no México. "Ao separar dois data centers por 100 quilômetros, criamos também um ambiente de alta disponibilidade para clientes e vamos oferecer mais opções de redundância e recuperação de dados", diz Paschoal DÁuria, diretor de Cloud Computing Brasil da IBM.

O novo centro de dados vai oferecer toda a gama de serviços da IBM Cloud, incluindo servidores físicos e virtuais; armazenamento; acesso ao portifólio de Software como Serviço (SaaS) da IBM que inclui os produtos do BlueMix e também outros softwares da empresa que estão sendo migrados para uso em nuvem; serviços de segurança e redes.

Seguindo o mantra de arquitetura aberta adotado pela IBM, o novo centro pode hospedar soluções baseadas em OpenStack, incluindo soluções da Blue Box, companhia que foi comprada recentemente pela IBM.

Competitividade

Segundo D'Auria, com a oferta local plena de cloud pública, a IBM Brasil encara a concorrência em boa forma. "Somos competitivos em performance, porque a SoftLayer não pratica a oversubscription (superposição de clientes usando o mesmo percentual de carga do servidor); em preço, porque nossa franquia de tráfego é ampla e permite evitar o impacto dos custos adicionais; e os pacotes de software disponíveis tornam o portfolio de software atraente", diz D'Auria.

Outra vantagem, especialmente para empresas globais, é que a SoftLayer não cobra pela movimentação de dados do cliente entre diferentes data centers dentro da sua rede.

A nuvem pública abre para a Big Blue um espectro muito maior de clientes locais, que incluem startups, empresas de menor porte e mesmo clientes tradicionais que querem optar por comprar infraestrutura como serviço no modelo "pay as you go" puro, diz o executivo.

"Temos novos clientes que são por exemplo empresas tradicionais que querem iniciar um novo modelo de negócios digitais em paralelo com o modelo convencional. Além disso, a lista de novos clientes inclui as agências de marketing digital, que precisam de infraestrutura temporária para hospedar campanhas com apps de clientes; empresas do mercado de games, que está crescendo como consumidor de infraestrutura de cloud e empresas menores que passam a adotar aplicações de big data ou HPC (high performance computing)", diz D'Auria.

A abertura do novo data center também contempla a demanda de clientes que precisavam de um centro de dados local por causa da latência ou pela governança (clientes que precisavam manter parte dos dados na nuvem mas geografiamente aqui no país).

Crescimento

Segundo Tomaz Oliveira, o mercado de cloud no Brasil está explodindo e o momento é favorável. "O mercado brasileiro de cloud chegou à casa dos 500 milhões de dólares no final de 2014 e será de 1.1 bilhão no final de 2017. Além disso, a oferta de infraestrutura como serviço está fazendo com que os clientes não parem seus projetos por causa da crise econômica e optem por adequar os custos sem ter de investir em infraestrura própria".

Do ponto de vista global, a IBM acena com crescimento da sua receita mundial de cloud. "Em 2014 a receita de cloud da companhia foi de US$ 4,4 bilhões. Nos últimos 12 meses, essa receita já acumula US$ 8,7 bilhões", diz Oliveira.

A companhia quer reforçar sua estratégia de amparar as empresas com infraestrutura, software, serviços e consultoria para migrar para um modelo de cloud híbrida que, segundo Oliveira, é visto pela companhia como o mais adequado para a maioria dos modelos de negócio. Agora, com uma real oferta de nuvem pública local no Brasil.

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