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Audi, BMW e Daimler compram Here Maps da Nokia por US$ 3 bilhões

Serviço de mapas e localização foi adquirido por consórcio que reúne Audi, BMW e Daimler

IDG News Service

03/08/2015 às 17h25

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A Nokia que chegou a um acordo para vender seu serviço de mapas e localização, o Here Maps. A venda é feita para um consórcio da indústria automotiva que integra a Audi, Grupo BMW e Daimler (dona da Mercedes-Benz). O acordo dará a Nokia US$ 3,1 bilhões.

A aquisição do Here Maps se encaixa nos planos das montadoras para introduzir progressivamente serviços que possam ser integrados em carros inteligentes.

Nesta segunda-feira (3), a Nokia anunciou que a divisão Here está desenvolvendo um serviço em nuvem que utiliza dados gerados por veículos, dispositivos e infraestrutura para entregar serviços de localização personalizados, em tempo real e preditivos.

Por sua vez, as três companhias automotivas disseram que elas terão participação igual no Here Maps, porém o negócio de cada uma será conduzido de forma independente para servir uma indústria inteira.

Segundo o consórcio, a aquisição tem como objetivo assegurar um termo a longo prazo dos produtos e serviços do Here como plataforma independente e aberta para mapas baseados em nuvem e outros serviços de mobilidade.

O Here fornece inteligência de mapas e localização para cerca de 200 países em mais de 50 idiomas.

A expectativa é que o negócio seja concluído para o primeiro trimestre de 2016. Sem o Here Maps, a Nokia se manterá agora com dois negócios – Nokia Networks com foco em infraestrutura de banda larga, serviços e software, e Nokia Technologies para oferecer desenvolvimento de tecnologia avançada e licenciamento.

Em abril deste ano, a Nokia havia concordado em comprar a francesa Alcatel-Lucent em um negócio que valoriza a fabricante de equipamentos de telecomunicações em 15.6 billhões de euros. A aquisição foi aprovada no mês passado pela Comissão Européia.

A companhia finlandesa, que vendeu sua divisão de smartphone para a Microsoft, disse recentemente que poderia voltar para o segmento de telefonia móvel, mas em linha com seu acordo com a gigante fundada por Bill Gates.

No caso, usaria seu modelo de licença de marca para identificar um parceiro que pudesse fazer um levantamento pesado em produção, vendas, marketing e suporte ao cliente, ao invés de produzir seus próprios telefones.

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