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Dez citações memoráveis de John Chambers como CEO da Cisco

Com o fim da era do executivo à frente da companhia, lembramos suas frases mais impactantes e influentes ao longo dos anos

Computerworld

27/07/2015 às 17h16

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Depois de toda a pompa e circunstância, 25 de julho chegou e decretou o final dos 20 anos de John Chambers à frente da Cisco. Para marcar sua saída, separamos dez de suas declarações mais influentes para a empresa e para a TI.

“Se você concordar com tudo o que eu disse, então eu falhei”

A frase costumava ser repetida por Chambers antes dos keynotes para indicar que a apresentação seria controversa. Concordando ou não com ele, a maioria de seus pontos levava a uma mudança no modo de pensar dos ouvintes.

“A Internet modificará a forma como trabalhamos, vivemos, aprendemos e brincamos”

O que hoje parece óbvio foi dito na década de 90, quando a rede ainda era encarada com descrença. A declaração guiou a Cisco por anos, levando-a a se tornar a empresa dominante em TI que é hoje.

“A voz será gratuita”

Na década de 90, a voz era a fronte primária das operadoras de Telecom e a Cisco apenas começava sua atuação no setor. Irreverente, a afirmação exigiu coragem. Boa parte da indústria riu e não a levou a sério, mas às vezes, é preciso dizer aos clientes o que eles precisam e não o que querem ouvir. Nesse caso, a maioria se recusou a dar atenção a Chambers e muitas operadoras e fornecedores de equipamentos pagaram o preço.

“O vídeo é a nova voz”

A Cisco começou a abordar o vídeo como o substituto da voz com o lançamento do TelePresence e a compra da Tandberg, mas o mérito da declaração de Chambers depende do ponto de vista.

Como Brent Kelly apontou durante o Q&A com executivo durate o Cisco Live, em quantidade de envios, a verdadeira substituta da voz foi a mensagem de texto. Em contrapartida, o vídeo não se tornou a nova voz, mas a superou. Com todo o respeito à banda larga, nenhuma aplicação levou operadores e empresas a rearquitetarem tanto suas redes e, sob essa ótica, a declaração estava correta.

“Todas as formas de comunicação serão movidas para o IP”

De certa forma, essa afirmação se alinha à frase sobre a gratuidade da voz, já que foi a mudança para o IP que levou à redução do preço. Antes do crescimento dele, outras tentativas de conversão de voz, vídeo e dados em uma rede comum foram feitas, notoriamente a ATM e ISDN. Então por que o IP foi diferente? Ele deu dinamismo à voz e ao vídeo, habilitando-os a escalarem rapidamente onde protocolos mais velhos não conseguiram. Hoje em dia, quase tudo roda em IP.

“Na vida, existem dois equalizadores: a Internet e a educação”

Usar a internet como meio para melhorar a educação é há décadas uma das crenças fundamentais de Chambers. A Cisco investiu pesado para ajudar líderes governamentais em países de terceiro mundo a melhorarem a banda larga, de modo a educar mais pessoas e melhorar a vida nesses países. A Cisco também usou a Internet para contratar pessoas educadas e inteligentes, capazes de contribuir de forma significativa para a empresa, mas incapazes de trabalharem em seus próprios países por estigmas sociais.

“A Internet das Coisas será maior que a Internet”

Com razão, a Cisco apostou pesado em IoT. Se a Internet mudou a forma com que trabalhamos, vivemos, aprendemos e brincamos de uma maneira que ninguém poderia ter imaginado, o potencial de um mundo onde é conectado é imensurável. A indústria está à beira de uma explosão de produtos e serviços de IoT e a Cisco estará no centro dela.

“Existem dois tipos de empresa: a que já foi hackeada e a que não sabe ter sido”

A declaração se provou verdadeira, com companhias grandes e pequenas sob a ameaça constante de violação a seus sistemas de TI. A grande questão para a maioria delas não é se serão atacadas, mas como isolar esses incidentes e mitigar a ameaça. Essa premissa colocou em funcionamento a atual estratégia de segurança para a rede da Cisco, que identifica e atua para reduzir o impacto das violações.

“Transições de mercado não esperam ninguém”

A Cisco é guiada essa crença desde que Chambers assumiu a chefia da empresa. Encontrar uma transição de mercado e explorá-la antes dos demais transforma os oportunistas em líderes e sangra os incapazes de tirar proveito da situação. A Cisco dominou o mercado de redes ao capitalizar em transições, tornando-se líder também nos setores de routing, switching, voz, wireless, comunicação unificada, computação unificada e segurança. Nesse meio tempo, nomes como Bay, Nortel, Lucent, Cabletron, 3Com e outras grandes marcas disseram adeus.

“Diga-me três coisas que a Cisco poderia fazer melhor”.

De todos os “Chamberismos”, esse é talvez o principal responsável pela posição que a Cisco ocupa no mercado. O antigo CEO fazia a pergunta a virtualmente qualquer um com quem falava, fossem clientes, parceiros, repórteres, analistas financeiros ou analistas industriais. Se você fizesse parte do ecossistema da empresa, ele perguntaria o que poderiam fazer melhor e iria lembrá-lo em encontros subsequentes, informando o que a Cisco fez para abordar os problemas.

A disposição da companhia em perguntar, escutar e executar foi muito útil e deve continuar sendo em um futuro próximo.

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