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Google lança sistema de gerenciamento de contêineres virtuais Kubernetes

Ferramenta busca ajudar corporações na adoção de uma arquitetura microsserviços baseada em contêineres

IDG News Service

21/07/2015 às 16h29

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O Google disseminou sua mágica para operação de aplicações de larga escala na web aos administradores de TI corporativos. A companhia lançou uma versão do Kubernetes, software que gerencia contêineres virtuais, para o mercado em geral. 

O programa pode sinalizar uma tendência emergente na abordagem de design dos sistemas. A chamada “micro-services” divide as aplicações em componentes distintos, unindo-os em contêineres virtuais capazes de serem movidos ou duplicados como forma de lidar com pesadas cargas de trabalho.

"Essa abordagem mudou fundamentalmente a eficiência e estabilidade das nossas aplicações, além da quantidade de overhead necessária para se chegar a um resultado específico. Nossa meta é levá-la a empresas de todos os lugares, dando a elas a mesma experiência básica”, declarou Craig McLuckie, gerente de produtos do Google.

A companhia também doou o projeto ao Cloud Native Computing Foundation, consórcio de indústrias que buscam a padronização dos componentes de software usados na construção de aplicações na nuvem.

Desde o lançamento do Kubernetes como projeto de código aberto em 2014, o Google recebeu colaborações de mais de 400 pessoas.

O software é projetado para gerenciar grandes números de contêineres, forma emergente de virtualização iniciada pela Docker. Grandes empresas (entre elas o próprio Google) usam esse modelo como modo de construir aplicações que possam ser escaladas, duplicadas e atualizadas.

“Os produtos do sistema são bem mais robustos e estáveis porque você conta com mais coisas inteligentes supervisionando e garantindo que eles permaneçam saudáveis”, explicou McLuckie.

O Kubernetes cuida de tarefas como a resolução de Domain Name Service (DNS), balanceamento de carga, monitoramento de desempenho e gerenciamento de credenciais.

O software trabalha com uma série de sistemas de armazenamento locais e na nuvem, incluindo matrizes baseadas em Network File System (NFS) e serviços na nuvem oferecidos por Google e Amazon Web Services.

O lançamento é a primeira edição pronta para ambientes produtivos e fornece todas as capacidades para a operação de aplicações em contêineres na nuvem. Os usuários podem gerenciá-los em blocos, movê-los e duplicá-los em servidores adicionais. Mesmo antes da versão 1.0, algumas empresas já começaram ou estão considerando o uso do sistema em operações do dia-a-dia, como Box, Samsung e Shippable and Zulily.

Um número de organizações também passou a oferecer pacotes comerciais de customização do Kubernetes para uso corporativo. A CoreOS, empresa especializada em software para suporte de contêineres, lançou um preview do Tectonic, distribuição do Kubernetes que oferece fácil instalação e um pacote de suporte.

“Os modelos que vimos do Google aparentam serem 100% aplicáveis a empresas grandes e pequenas. Agora, as ferramentas estão disponíveis a qualquer organização, não somente as capazes de investirem para desenvolverem tudo por si mesmas”, argumentou Alex Polvi, CEO da CoreOS.

A Hitachi Data Systems instalará o Kubernetes em sua linha de sistemas Unified Compute Platform e a CloudBees lançou um conjunto de plug-ins para rodar Jenkins, o software de integração contínua e código aberto, sobre o sistema.

“O Kubernetes permite que a empresa lide com diversos sistemas como um único conjunto coeso de recursos usado para implementar suas aplicações. Para ter mais capacidade, você pode simplesmente usar mais servidores. Se a sua aplicação cair, o sistema consegue detectar o problema e retorná-la às operações”, explicou Polvi.

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