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Os benefícios do mPOS e a tendência de crescimento no País

41% dos empresários passaram a utilizar o serviço de mPOS para não perderem vendas, já que seus clientes querem pagar com cartão

Adriana Barbosa*

05/06/2015 às 10h56

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A utilização de leitores de cartões - crédito ou débito - por parte dos comerciantes é algo cada vez mais presente no dia a dia dos clientes. Atualmente, não apenas os grandes varejistas ou lojas médias que possuem essa facilidade. Microempresários e autônomos já disponibilizam essa forma de pagamento. E isso se deve ao crescimento do mobile POS (mPOS) no Brasil.

Uma pesquisa feita pela payleven com mais de 2 mil usuários em todo o País, apontou que 41% dos empresários passaram a utilizar o serviço de mPOS para não perderem vendas, já que seus clientes querem pagar com cartão. Dos entrevistados, 27% citaram a segurança da ferramenta e também o fato de quererem aceitar cheques. Já 12% deles afirmaram a opção de parcelamento como uma vantagem para o mPOS.

Os motivos para utilização de mPOS são os mais diversos e o Brasil possui um potencial de crescimento acelerado para esse mercado. O crescimento do mercado de smartphones junto aos profissionais liberais, microempreendedores e a sociedade de uma forma geral é um deles. De acordo com a IDC, a venda de smartphones alcançou 13 milhões no 2º trimestre de 2014, um crescimento de 22% em relação ao mesmo período de 2013, número recorde.

Outra informação que destaca o crescimento desse mercado vem da 10ª edição do World Payments Report (Relatório Mundial de Meios de Pagamento), elaborado pela Capgemini e pelo Royal Bank of Scotland (RBS). Segundo o estudo, o Brasil continua sendo o terceiro maior país do ranking global quando o assunto é a movimentação financeira sem dinheiro, atrás dos Estados Unidos e da Europa. Para 2015, a pesquisa aponta que os pagamento móveis devem alcançar 60,8% do mercado.

Sobre as soluções presentes no mercado, em 2013 existiam diversos players, já que investir na tecnologia do leitor de tarja magnética era algo relativamente fácil e ajudou, didaticamente, os clientes e o público brasileiro a conhecer a tecnologia. Já em 2014, o cenário mudou. Muitos players não conseguiram se consolidar, principalmente devido à tecnologia que evoluiu com o leitor Chip&Senha, que aceita transações no débito e crédito, e se iguala muito mais a um POS tradicional.

Existe uma complexidade operacional maior para atender o público massivo quando comparado aos grandes varejistas e médias empresas. O microempresário e profissional liberal buscam facilidade na aquisição da solução, informação clara e real-time, além de facilidade na utilização do mPOS. Apenas empresas que conseguem entregar excelência em atendimento, processos simples e ágeis na adesão do cliente, além da tecnologia correta, têm alta performance neste nicho.

Aceitar cartões por meio de uma POS tradicional é um processo longo e burocrático, que exige CNPJ, possui mensalidade e travas contratuais. No caso do mPOS, além da facilidade e menor burocracia, existe a mobilidade aliada à segurança, e a aquisição da máquina, que não possui mensalidade, como é feito normalmente com as operadoras de POS e TEF.

Diferente das maquininhas tradicionais, a tecnologia mPOS oferece aos microempresários e autônomos ferramentas de gestão que vão além do leitor de cartão, como a possibilidade de enviar recibo com geolocalização, acessar relatórios analíticos com a performance do negócio, consultar datas de pagamentos, transações, valores de vendas e todas as movimentações. Para 2015, o foco é ampliar a atuação com serviços que ajudarão os estabelecimentos no aumento da base de clientes, criação de promoções para fidelização e na experiência dos usuários. Essas novas features voltadas ao público do mPOS irão impulsionar a adesão a esse modelo de pagamento. Uma plataforma que permite fazer não só transação, mas suporta o crescimento dos negócios altera a visão de que pagamento no cartão é apenas um custo para as empresas.

*Adriana Barbosa é fundadora e diretora-geral da payleven, pioneira em soluções de pagamentos móveis de chip e senha.

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