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Telefônica conclui compra da GVT. Amos Genish é eleito diretor presidente

Empresa pagou parte da transação em recursos financeiros equivalentes a R$ 16 bilhões e parte em ações da nova companhia representando 12% do capital social

Da Redação

28/05/2015 às 18h01

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A Telefônica Brasil S.A concluiu hoje (28/05) a compra da GVT, ao aprovar em Assembleia Geral Extraordinária a ratificação do contrato de compra e venda com a Vivendi, completando o processo iniciado em setembro do ano passado.

A empresa pagou parte do valor total, equivalente a € 4,663 bilhões (cerca de R$ 16 bilhões), incluindo assunção de dívida, em recursos financeiros levantados por meio de aumento de capital, e parte em emissão de ações da nova companhia, equivalentes a 12% do capital social da empresa.

Com a compra da GVT, a nova composição acionária da Telefônica Vivo terá 65,6% pertencentes à Telefônica do Brasil, 12% à Vivendi, e 22,4% distribuídos pelo conjunto de acionistas do mercado.

A Assembleia Geral Extraordinária da companhia elegeu Amos Genish para liderar o processo de integração das duas empresas. Ele assume o cardo de presidente da empresa, além de tornar-se membro do Conselho de Administração. Amos Genish vai comandar um time de 11 vice-presidentes, quatro deles vindos da GVT

Após o acordo firmado entre Vivendi e Telefónica, em setembro, o processo de compra da GVT foi submetido à Anatel, que deu sinal verde para o negócio em dezembro, e também ao CADE - Conselho Administrativo de Defesa Econômica, que autorizou a continuidade da integração em março último.

A conclusão da aquisição, segundo comunicado oficial da companhia à mídia, dá início a uma nova etapa da operação da Telefônica no Brasil. Com mais de 105 milhões de acessos, a empresa lidera o mercado em quantidade de clientes, em receitas e rentabilidade, e com perfil de cliente de alto valor.

O foco da nova empresa será garantir a liderança no segmento móvel e de ultra banda larga fixa, apostando em qualidade na  infraestrutura de rede e num portfólio voltado para qualifica-la como Telco Digital. Além disso, a empresa se torna ainda mais relevante no mercado de TV por assinatura, entregando uma experiência diferenciada em TV de alta definição, combinada a conteúdos sob demanda, aplicativos interativos e conteúdo em múltiplos dispositivos.

A complementaridade de operação é, segundo a companhia, a marca da união entre Vivo e GVT. Enquanto a Vivo possui a maior rede nacional móvel de 3G, presente em mais de 3,2 mil municípios, e de 4G (com140 cidades cobertas), a GVT tem uma extensa rede de fibra ótica em 156 cidades de 20 estados, mais o Distrito Federal.

Com a conclusão do negócio, a empresa informa que vai organizar frentes de trabalho com o objetivo de identificar as melhores práticas, as oportunidades de negócio e o leque de possibilidades. Não há informação sobre potenciais cortes por conta da duplicação de postos de trabalho.

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