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Java completa 20 anos e conquista adeptos pela simplicidade

Oracle adapta sua linguagem de programação para mantê-la vital no cenário de TI que se desenha no horizonte da computação

IDG News Service

21/05/2015 às 11h26

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Qual é o segredo do Java para manter-se relevante em meio a mudanças constantes nas frentes de desenvolvimento de software? A simplicidade. Na quarta-feira (20/05), a linguagem de programação celebrou seu vigésimo aniversário esbanjando vitalidade.

O cenário da tecnologia pré-internet era totalmente diferente quando a ferramenta foi introduzida pela Sun Microsystems (incorporada pela Oracle em 2010) em 1995. No entanto, ferramenta manteve-se sólida mesmo enquanto muitos outros idiomas amplamente utilizados da década de 1990, como Delphi ou Perl, acabaram sendo postos de lado ou relegados a apenas um conjunto selecionado de funções.

“Os valores fundamentais da linguagem, e da plataforma, residem em sua legibilidade e simplicidade”, ponderou Mark Reinhold, arquiteto-chefe para o grupo da plataforma Java na Oracle.

Hoje, você seria duramente pressionado para encontrar linguagens como o Java em tantos cantos da indústria de computadores. A ferramenta mantém sua relevância e trabalha próximo de diversas outras ferramentas de programação.

A Oracle estima que a ferramenta é utilizada por mais de 9 milhões de desenvolvedores e está dentro de mais de 7 bilhões de dispositivos. A tecnologia funciona como um motor que serve em uma ampla gama de aparelhos, de pequenos sistemas a grandes ambientes de computação em nuvem.

O Google usa a linguagem como base para programas que são executados em dispositivos móveis no Android. Na outra extremidade do espectro, o framework Map/Reduce para plataforma de processamento Hadoop se vale de seus códigos para mastigar petabytes de dados.

Os programadores gostam do Java porque, entre outras coisas, é uma linguagem muito legível, se comparada com o emaranhado de código denso, muitas vezes, produzido usando ferramentas como C ++ ou Perl. “É muito fácil ler o código Java e descobrir o que ela significa. Não há um monte de truques obscuros nele”, avaliou Reinhold.

A compreensão é uma característica particularmente valiosa para uma linguagem de programação, especialmente para escrever sistemas corporativos. Com um software complexo, os programadores devem ter a capacidade de compreender um código que pode ter sido escrito há muitos meses (ou anos). Segundo o executivo, isso ajuda na redução dos custos de manutenção de legados.

Outra característica que trabalha a favor do Java é o que se define como "write once, run anywhere" (“uma vez escrito, rodará em qualquer lugar”, em tradução livre). Como o código é executado também em máquina virtual, desenvolvedores podem escrever programas usando um laptop com Windows e executá-lo em um servidor Linux e Solaris sem recompilar o código para a nova plataforma.

A Oracle, e antes dela a Sun, estavam conscientes sobre a compatibilidade de longo prazo da ferramenta, o que ajuda a manter o software funcionando perfeitamente por tanto tempo quanto for possível. "Toda vez que fazemos uma versão de atualização, ou um grande lançamento, todo o ecossistema direciona-se fortemente para que todos aplicativos antigos continuem a funcionar", avaliou Reinhold.

Para Al Hilwa, que cobre o setor de desenvolvimento de software na IDC, este apoio de longo prazo que parte da comunidade, juntamente com a "evolução metódica" da língua, é o que dá ao Java seu poder de permanência.

"Usar Java no Android foi algo que ampliou a sua vida como um valioso conjunto de habilidades. Por outro lado, a Oracle a fortaleceu ainda mais a plataforma ao adicionar elementos de governança”, comentou o especialista.

“A maturidade da tecnologia não deve ser subestimada, especialmente quando comparado com as muitas linguagens dinâmicas que se tornaram populares nos últimos anos, apesar de não ter sido capaz de ultrapassar taxa de adoção do Java”, adicionou.

A Oracle fortaleceu a linguagem com objetivos claros em mente. A próxima grande versão da ferramenta (Java 9, previsto para chegar em setembro de 2016) será reorganizada em arquitetura modular. A ideia é tornar a solução mais aderente ainda a pequenos dispositivos, alinhando-a a um cenário de internet das coisas. “Com subdivisões em módulos, as pessoas poderão escolher o que usar da aplicação”, projetou Reinhold.

Esse trabalho pode ser decisivo para manter Java vivo nos e relevante nos próximos 20 anos de computação.

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