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Ajustando a pequena e média empresa ao período de incertezas econômicas

Momento atual não exige apenas cautela, como também mudanças e ajustes que compatibilizam os custos e os investimentos de acordo com o cenário

Leonardo R. M. Matt*

04/05/2015 às 8h15

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A economia brasileira está em crise? Talvez você queira responder: "não é só a economia" ou "a pior crise não é a econômica" ou "o buraco é mais embaixo". Se as coisas não vão bem, vamos parar a atividade de nossa empresa? Certamente não é o recomendado para a maioria.

A empresa está estabelecida, com seu produto e/ou serviço competitivos, um mercado conquistado, corpo de talentos treinados. Tudo obtido com muito empenho. Abandonar e jogar isso pro alto certamente não é a vontade do empreendedor.

Mas como, então, encarar a situação? Coragem? Sim, é preciso coragem. Aliás, é um ingrediente importantíssimo, mas a coragem por si só não resolverá. E não dá pra manter a condução do negócio com os mesmos hábitos e as mesmas práticas adotadas durante um período de economia em ritmo crescente ou agir do mesmo jeito que se age em época de "vacas gordas".

O momento atual não exige apenas cautela, como também mudanças e ajustes que compatibilizam os custos e os investimentos de acordo com o cenário vivenciado atualmente.

Não é a primeira vez que nos defrontamos com situação parecida e certamente não será a última. Hoje, porém, há ao nosso alcance uma gama de recursos tecnológicos que em outras épocas não existiam ou não estavam tão disponíveis.

E tecnologia resolve? Por si só, com certeza, não. Mas pode ajudar, e muito. Principalmente quando aliada à informação. Neste momento, quero me ater a apenas um dos recursos que muito provavelmente está ao seu alcance e que pode ajudá-lo muito no processo de tomadas de decisōes: business intelligence.

"Mas ouvi dizer que esse negócio é caro, complexo e sempre vinculado a projetos que levam muito tempo para ser implantados e gerar resultados" pode ser o questionamento de alguns.

Sim, existem situações onde isto foi ou é verdade. Mas certamente não precisa mais ser assim, principalmente em um momento em que os recursos financeiros para qualquer investimento têm de ser aplicados de forma comedida, cautelosa, ao mesmo tempo em que os resultados, as respostas, precisam ser obtidos rapidamente justamente para ajudar durante a crise. E para ter respostas já, não dá pra pensar em projeto de longa duração.

A notícia boa é que há solução disponível. Já existem ferramentas de BI econonomicamente viáveis e fáceis de usar à disposição no mercado brasileiro. Software em portugues ou até sem necessidade de instalação, pois algumas oferecem a opção de uso na "nuvem" e utilização imediata, com produção de excelentes resultados em poucos dias.

E o treinamento? Normalmente há a opção de fazê-lo tanto presencial como remoto, mas, para os autodidatas, costuma ter documentação e vídeos disponíveis; tudo para dar condiçōes para que o usuário se autoatenda no horário mais conveniente para ele.

Business Intelligence apenas para organizaçōes grandes, felizmente, é coisa do passado. O importante é o gestor de uma empresa pequena também poder fazer uso dos dados disponíveis, de forma rápida e inteligível, para agilizar e dar mais segurança às suas decisōes.

*Leonardo R. M. Matt é diretor executivo da BXBsoft.

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