Home  >  Negócios

Hitachi mira US$ 2 trilhões em oportunidades de IoT

Fabricante japonesa traça estratégia para unir mundos de tecnologia e operações e entregar soluções verticais

Felipe Dreher

29/04/2015 às 8h20

relogio_industria_iot.jpg
Foto:

A Hitachi Data Systems não quer ser apenas uma empresa de storage ou infraestrutura de TI. A companhia movimenta suas engrenagens para unir recursos de tecnologia, operações e conhecimento que possui nas diversas indústrias onde atua como grupo para endereçar soluções a oportunidades que surgem com o advento da internet das coisas. A caminhada mira um horizonte potencial de US$ 2 trilhões em um mercado endereçável.

Há pouco mais de um ano a japonesa formalizou uma área batizada de Social Innovation, que tem a missão de unir esses pontos espalhados dentro de sua estrutura organizacional (que considera diferentes linhas de atuação, que passam por iniciativas como a produção de equipamentos para diagnóstico médico até máquinas para linhas de manufatura e geração de energia) para criar soluções que tornem indústrias mais inteligentes.

Ao longo desse tempo, a divisão já desenvolveu ferramentas para aplicações nas verticais de telecom, saúde, segurança pública e operações de TI. O plano agora é dar escala a esse negócio e, paralelamente, trazer novas ofertas orientadas para o mundo do transporte, carros conectados e de energia.

“Queremos comercializar o pontencial da Hitachi a partir da integração de diversos negócios distintos que compõem o leque onde o grupo atua”, afirma Jack Domme, CEO da HDS. Para isso, produtos e componentes do portfólio precisarão ser integrados com a finalidade de expandir valor das ofertas e mercados cobertos. “Vemos que é preciso aproximar o mundo de tecnologia e operações. Oportunidades existem e nosso portfólio é como um Lego que pode construir soluções para essas demandas”, comenta.

A japonesa acredita e aposta no conhecimento que possui tanto no campo industrial quanto nas frentes de tecnologia, o que considera um diferencial para estabelecer seus produtos nessa disputa que, no campo industrial traz nomes como General Electric, Bosch e Siemens, para ficar apenas em alguns exemplos.

“Para ter sucesso é preciso conhecimento tecnológico, saber de onde vem os dados e que demandas os clientes precisam resolver”, comenta Björn Andersson, diretor de soluções de marketing social e de indústrias da frente de Social Innovation da HDS, sobre o diferencial frente a tais competidores.

O executivo cita que muitas empresas de operações vêm investindo em ferramentas de TI, enquanto alguns provedores de tecnologia investem em alianças com esses vendors de operações. “Achamos que temos uma posição única, mas muito pouca gente sabe sobre isso”, avalia.

Muito da estratégia é alicerçada por infraestrutura e plataformas em nuvem, que suporta camadas de ferramentas analíticas e de serviços endereçando soluções para o mercado. A japonesa reconhece que ainda há bastante oportunidade no mundo tradicional de TI à explorar ainda - e não quer perder isso. Além disso, sabe que um mundo não exclui o outro. Muito pelo contrário, trata de pontos complementares. A questão é estabelecer diálogo com interlocutores de diferentes áreas.

Receita para o sucesso

“É tudo sobre dados, é tudo sobre software, é sobre a conexão entre  as diferentes divisões de negócio que compõem o grupo Hitachi”, comenta Brian Householder, COO da provedora, sobre os principios estratégicos que nortearão o futuro da companhia.

Novas tecnologias são sobre otimização de processos e sobre inovação. “Toda empresa encontra-se em uma jornada para criar vantagens competitivas”, define Michael Cremer, vice-presidente de vendas da HDS.

Kevin Eggleston, vice-presidente de Social Innovation na companhia, estima que IoT é o primeiro mercado endereçado por empresas como Hitachi na casa dos trilhões de dólares. De acordo com consultorias, o conceito deve movimentar US$ 7,1 trilhões nos proximos anos.

A Hitachi enxerga um mercado endereçável com suas soluções da ordem de US$ 2 trilhões.  “Para termos força nesse mercado precisamos ter foco”, pondera o executivo.

*O jornalista participa do Connect 2015, nos Estados Unidos, a convite da Hitachi Data Systems.

Deixe uma resposta