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Terremoto derruba Internet e telefonia e dificulta trabalho de ajuda no Nepal

Problemas incluem falhas na "última milha" para internet e falta de eletricidade para carregar celulares

Da Redação - com IDG News Service *

27/04/2015 às 6h05

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Embora várias empresas de internet, como Facebook e Google, tenham oferecido ferramentas online para ajudar a localizar pessoas e conectar famílias, o grande problema dos grupos de ajuda humanitária e dos habitantes do Nepal que trabalham após o gigantesco terremoto de sábado é conseguir ter acesso a elas, seja por falta de conexão de internet, seja por problemas de queda do sistema de telefonia ou simplesmente por falta de eletricidade para carregar celulares e smartphones.

O terremoto  de magnitude 7,8 graus na escala Richter que atingiu a região no sábado, 25/04, já matou mais de 3,2 mil pessoas segundo dados divulgados pelas autoridades do Nepal nesta segunda-feira e feriu outras milhares. O tremor, que teve seu epicentro a cerca de 80 quilômetros de Catmandu, ocorreu por volta do meio-dia local (03h11 de Brasília) e durou entre 30 segundos e dois minutos. Ele provocou também uma avalanche que soterrou um acampamento de alpinistas no Everest matando 18 pessoas (entre elas um engenheiro da Google) e ferindo outras 41. 

No domingo, 25 horas após a tragédia, um segundo terremoto de 6,7 graus na escala Richter sacudiu novamente o país asiático. Segundo o Itamaraty, há pelo menos 79 brasileiros na região e a chancelaria teria entrado em contato com 60 deles, estando portanto 19 brasileiros ainda desaparecidos ou sem contato.

Sem eletricidade

As comunicações via telefone ou internet foram atingidas na capital Catmandu, fazendo com que muitos funcionários de organizações de ajuda humanitária pedissem para outras pessoas passarem mensagens importantes adiante. Por conta da falta de conectividade, ferramentas online perdem boa parte do seu poder de ajuda. "A comunicação está muito difícil dentro de Catmandu e nas áreas rurais", disse Zubin Zaman, diretor da agência humanitária Oxfam India.

As linhas de telefone estão quebradas ou remendadas e a internet está extremamente lenta, diz Zaman. E o problema de comunicação se agravou com a falta generalizada de energia elétrica que impede as pessoas de carregar seus smartphones e notebooks, diz ele.

"Graças a Deus a eletricidade está voltando", escreveu Bimal Maharjan, fundador e CEO da 11Beep, nesta segunda-feira. Ele é desenvolvedor de uma rede social móvel que permite aos usuários publicar posts anônimos. Maharjan disse que passou duas noites em uma barraca improvisada.

Ajuda online

Entre os recursos online criados por empresas e entidades estão a página Safety Check, do Facebook; uma página similar, chamada Person Finder, criada pela Google; e a página Nepal Earthquake Restoring Family Links, da Cruz Vermelha norte-americana. A startup One Hour Translation, uma empresa de crowdsourcing para traduções profissionais, está oferecendo trabalho de tradução gratuita para ajudar trabalhadores humanitários a se comunicar com a população do Nepal que fala 123 diferentes dialetos, embora 45% das pessoas falem Nepali.

Por sua vez, a Apple, ativou também seus recursos direcionando usuários do iTunes para um link onde podem fazer doações para a Cruz Vermelha americana.

* Com reportagem de John Ribeiro, do IDG News Service

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