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Romênia prende 25 cibercriminosos que furtaram US$15 milhões de bancos

Hackers capturaram dados de empresas e clonaram cartões para fazer saques em caixas eletrônicos. Grupo tem ação mundial

Da Redação - com IDG News Service

27/04/2015 às 14h09

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Autoridades romenas prenderam 25 pessoas suspeitas de serem membros de uma quadrilha internacional de cibercriminosos que hackearam bancos, clonaram cartões e os usaram para roubar mais de 15 milhões de dólares.

Acredita-se que o grupo tenha mais de 52 membros da Romênia e outros países, e invadiram sistemas de bancos de Porto Rico, um território norte-americano, e Mascate, no Omã, segundo o órgão Romanian Directorate for Investigating Organized Crime and Terrorism (DIICOT).

Os hackers se aproveitaram desse acesso não autorizado para roubar dados de cartão de crédito associados a contas de grandes empresas e então usaram os dados para criar cópias fraudulentas desses cartões. Os cartões clonados foram distribuídos a membros da quadrilha que os usaram para sacar dinheiro em caixas eletrônicos de diferentes países, afirmou o DIICOT.

Os saques foram feitos em séries em períodos curtos de tempo e normalmente em finais de semana e feriados, apontam as autoridades romenas. Em 20 de fevereiro de 2013, por exemplo, membros da gangue sacaram 9 milhões de dólares de caixas no Japão. Em 2 de dezembro do mesmo ano, a gangue realizado cerca de 4.200 saques em caixas espalhados por 15 cidades da Romênica, totalizando 5 milhões de dólares.

Também foram realizado saques nos EUA, Bélgica, Canadá, Colômbia, Egito, Estônica, Alemanha, Indonésia, Itália, Malásia, Itália, Paquistão, Rússia, Espanha, Tailândia, Ucrânia, Emirados Árabes e Reino Unido, entre outros.

Autoridades romenas executaram 42 mandados de buscas em seis cidades no domingo, 26/4, apreendendo notebooks e celulares que acreditam terem sido usados nos golpes. Eles também apreenderam 163 mil dólares em dinheiro, dois quilos de barras de ouros, e quadros. 

Os líderes da quadrilha investiram uma parte do dinheiro roubado em imóveis e móveis que agora serão colocados sob restrições enquanto a investigação é realizada.

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