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Receita da Microsoft ganha empurrão da nuvem com Office 365 e Azure

A empresa anunciou resultados melhores que os esperados para seu terceiro trimestre fiscal, com vendas fortes em cloud computing

Da Redação - com IDG News Service

24/04/2015 às 7h08

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A Microsoft anunciou resultados financeiros melhores que os esperados para seu terceiro trimestre fiscal de 2015, encerrado em 31 de março. O crescimento da receita foi favorecido por vendas fortes em serviços de cloud computing como Office 365 e Azure.

Em anúncio oficial, o CEO da Microsoft, Satya Nadella, comemorou "o incrível crescimento em todos os serviços de cloud".  A receita comercial de cloud mais que dobrou comparada com o ano anterior. E serviços online como Bing e Xbox Live também tiveram bons resultados.

Os resultados da companhia no entanto sofreram por conta do fraco mercado de PCs, que impactou as vendas de software Windows e Office, dois dos seus produtos mais lucrativos. Na somatória final, mesmo com receita em crescimento, o lucro ficou menor que no ano anterior.

A receita total do trimestre ficou em US$ 21,7 bilhões, 6% acima do mesmo período de 2014. O número é superior ao esperado pelos analistas ouvidos pela Thomson Reuters, que apostavam em receitas de US$ 21,1 bilhões para o período.

Os ganhos por ação foram de 61 centavos, 10 centavos menos que no ano anterior mas acima do valor esperado pelos analistas, que era de 51 centavos. Segundo a Microsoft, os resultados teriam sido bem melhores não fosse a alta do dólar no exterior, que tem afetado os números das subsidiárias de empresas dos EUA no mundo todo.

A divisão Device e Consumer, que inclui o Office 365 Consumer, Xbox, Surface e os celulares Lumia cresceu a receita em 8% sobre o ano passado e teve vendas de 9 bilhões de dólares. A receita comercial, que abrange as vendas de software e serviços para o mercado corporativo cresceu 5%, ajudada especialmente pelo crescimento do Office 365, Azure e Dynamics CRM.

A queda das vendas de produtos para PCs e o crescimento em cloud são um cenário complexo de administrar para o CEO Sayta Nadela, que vê sua estratégia de foco em nuvem dar resultado mas ainda tem de conseguir manobrar a companhia que tem boa parte da sua receita dependente do mercado de PCs.

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