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Pequenos projetos são a solução nessa instabilidade econômica

A equação é simples: líderes de TI precisarão considerar uma abordagem de custo baixo x alto impacto no negócio

Anderson Figueiredo*

24/04/2015 às 8h45

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Sempre que a sociedade se defronta com cenários de instabilidade econômica como esse que vivemos atualmente no Brasil, existe um consenso entre os empresários e executivos mais bem-sucedidos que “Em momentos de crise são ideais para os mais arrojados e mais criativos”, ou seja, para os profissionais que não se deixam abater pelo cenário de incertezas e buscam apresentar novos produtos, novas soluções que acabam trazendo grandes retornos em termos de receitas, lucratividade e reconhecimento de suas marcas e, consequentemente de seu trabalho.

Fazendo aos poucos

Não é diferente no ambiente de Tecnologia da Informação tanto sob a ótica dos provedores de produtos e soluções quanto para os executivos responsáveis pelas áreas de TI das empresas consumidoras desses produtos e soluções. Aqui também há um espaço para os mais ousados se destacarem e aqui cabe realçar que ousadia não se trata necessariamente de apresentar ideias mirabolantes, mas sim buscar projetos inovadores e criativos que possam ser implementados com rapidez e que tragam resultados financeiros e estratégicos para as organizações.

Em tempos de poucos recursos, uma boa estratégia pode ser o desenvolvimento de projetos menores, preferencialmente com a utilização de tecnologias, produtos e soluções inovadoras que não tenham um custo tão elevado e que venham a propiciar impactos positivos para os resultados do negócio das empresas.

Se a computação em nuvem é o caminho natural para a grande maioria das companhias, porque então não migrar algo de sua infraestrutura, hardware, software ou aplicações, para uma solução as a service de um dos inúmeros provedores do mercado? Modularizando essa migração e realizando com especialistas, mitiga-se o risco, agiliza-se a implementação e, com certeza, obtém-se um grande impacto no negócio com o mínimo de investimento.

Ainda receoso de levar as suas aplicações para o mundo móvel, até porque não há outra solução sob o risco de ficar em grande desvantagem com relação aos seus concorrentes? Com uma boa pesquisa, seleção de fornecedores e apoio de outros executivos, o CIO vai encontrar provedores locais e globais de todos os portes com soluções adequadas ao seu perfil econômico e às demandas da estratégia da organização.

Internet das “Coisas” e Big Data estão bem próximos

E temas como Internet das Coisas (IoT) e Big Data? Será que minha empresa já está em um patamar que possa usufruir das vantagens tão decantadas sobre esses novos pilares do cenário atual da TI e sem a necessidade de grandes investimentos? O gestor de TI que se aprofundar um pouco nesses temas pode descobrir que ele já tem inúmeros dados vindos de diversas “coisas” que estão sob seu controle e que pode a partir da análise dessas informações propor nova soluções através de sua equipe ou de fornecedores externos que produzam alto impacto no negócio.

Esses cenários estão muito próximos das operações das empresas e nem sempre são considerados porque os temas IoT e Big Data parecem estar ainda muito longes e a percepção geral é que as soluções sempre serão de custo elevado. Podemos citar concessionárias de rodovias que capturam milhões dados dos veículos em suas praças de pedágio e parece bem viável que a área de TI a partir da análise desses dados poderia desenvolver aplicativos e soluções que otimizem a operação e a alocação de recurso humanos e materiais ao longo dessas rodovias. Poderíamos ficar horas aqui citando outros exemplos em que as “coisas” estão no nosso perímetro operacional e nem sempre as tratamos com a ênfase devida para o nosso negócio.

Terceirizar também é uma opção

Manter a inteligência e a estratégia dentro da área de TI e transferir as atividades operacionais para provedores qualificados tem sido uma decisão cada vez mais usual entre as empresas, independentemente de seu porte e do segmento econômico em que atuam. A cultura de outsourcing está bem disseminada entre os principais gestores de Ti do país.

Avaliar a terceirização de algumas atividades de TI que, em geral pode significar uma redução de custos em um curto espaço de tempo traz como vantagem adicional uma evolução nos processos da organização, uma vez que não há como fazer uma terceirização realmente efetiva se não houver um padrão de comunicação e de passagem de tarefas e de recebimento de produtos. A padronização por si só causa um alto impacto operacional de imediato e qualquer análise a médio ou longo prazos mostra que os ganhos financeiros de projetos bem gerenciados de terceirização são incontestes e irreversíveis.

A equação é simples: Custo baixo x alto impacto no negócio

Chegamos à conclusão que não são tempos para grandes projetos e o que se espera dos CIOs e dos executivos de TI que eles usem toda sua criatividade, conhecimento e um pouco de ousadia para desenvolver pequenos projetos modularizados, utilizando as novas tecnologias disponíveis e também modelos de negócio como computação em nuvem. Projetos que requeiram custos relativamente baixos e que possam causar alto impacto financeiro, estratégico e tecnológico.

*Anderson Baldin Figueiredo é palestrante e consultor de TI.

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