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6 dicas para as empresas se beneficiarem da IoT

É preciso ter cautela ao realizar altos investimentos em um modelo ainda pouco explorado como geração de receita

Eduardo Carvalho

24/02/2015 às 7h15

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Não é mais possível imaginar o nosso dia a dia, seja no trabalho ou na vida pessoal, sem a tecnologia. Ela já faz parte da rotina e veio, claro, para ficar. O Brasil conta com mais de 90 milhões de usuários de internet e cerca de 271 milhões de aparelhos celulares, segundo a Brasscom. Esses números só reforçam o aumento da adoção da tecnologia.

Mas, e nas empresas? Ela já é amplamente utilizada há décadas dentro das grandes corporações. O que, então, a tecnologia, pode trazer de novo e, principalmente, de eficaz para os negócios?

A Internet das Coisas é um bom exemplo. Muito se fala sobre o conceito, mas pouco ainda é conhecido na prática. Mesmo assim, a IDC já prevê que os gastos com tecnologia e IoT deverão gerar receitas globais de cerca de U$S 8,9 trilhões até 2020. O que isso quer dizer? Como empresa, é preciso ter cautela ao realizar altos investimentos em um modelo ainda pouco explorado como geração de receita. Existem algumas etapas que devem ser analisadas e seguidas para implantar este tipo de tecnologia, tais como:

1. Entender processos – O primeiro passo é entender os procedimentos para conseguir identificar onde a informação em tempo real será mais útil e/ou eficiente dentro de sua empresa. Alguns processos vivem tranquilamente sem isso. Em outras palavras, não acredite que você deve processar todas as informações de todas as áreas da companhia. Não é necessário comprar software para cada centímetro da empresa – é preciso realizar uma abordagem gradativa, de acordo com a evolução dos negócios.

2. Extrair benefícios reais – Depois de entendidos os processos, é necessário determinar quais serão os procedimentos para obter benefícios dos dados em tempo real. Qual meio será o mais adequado para obter as informações? Os sensores, por exemplo, deverão explodir nos próximos anos. Tecnologias como o RFID ou os wearable devices já começam a entrar no mercado e dependem diretamente de sensores para captar dados.

3. Processar com inteligência – Os dados não serão mais analisados somente por um time de TI. Hoje existem softwares capazes de mastigar altos volumes de informações. Agora é preciso ir além da simples coleta de dados e pensar na estratégia por trás deles. O Big Data de hoje é o regular data de amanhã e as empresas precisam adaptar-se ou se perderão pelo caminho. Temos muita informação à nossa disposição em um clique, mas é preciso saber cruzar os dados de forma correta para chegar a análises estratégicas. Interpretações corretas e assertivas serão capazes de sugerir ações mais alinhadas com os negócios das companhias. Mais importante do que processar dados, é a capacidade de escolher o que será processado que determinará o sucesso da sua organização. Decidir analisar todos os dados para tomar qualquer decisão fará sua empresa perder o timing e o mercado poderá te engolir.

4. Trabalhar a cultura da empresa – As decisões serão, cada vez mais, baseadas em fatos, nas análises de todas as informações coletadas e devidamente cruzadas. Se todos os colaboradores não adotarem essa ideia e não tornarem a análise parte de suas rotinas não será possível extrair valor disso.

5. Ter parceiros adequados – Não tente ir sozinho, busque parceiros para tecnologia, escolha de software e até mesmo para implantação de pequenos projetos. Determinadas empresas podem – e devem – ajudá-lo, também, com consultoria. Erros estruturais, na base dos processos, podem comprometer todo o restante do negócio.

6. Implantar e desenvolver – Depois destas análises, chegou a hora de começar as implantações dos seus projetos. A IoT pode trazer muitos benefícios para as empresas se utilizada gradativa e estrategicamente. Pense em algo simples: Sensores podem identificar quando o último funcionário sair da companhia, ao passar o seu crachá e, então, todas as máquinas seriam desligadas. Luzes, ar condicionado.

Uma implantação simples que pode gerar grandes reduções de custos. Vale lembrar o Hype Cycle do Gartner, depois de analisar mais de 2 mil tecnologias, definiu cinco estágios para as novidades. Primeiro ela surge, atrai excessiva atenção, decepciona as pessoas (talvez pelas altas expectativas), começa a ser entendida de forma realista e é incorporada ao dia a dia. Com o IoT também será assim, mas é preciso planejar com cuidado para fugir do “vale das desilusões” e não se deixar levar pela empolgação do momento e do mercado.

*Eduardo Carvalho é presidente da Alog.

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