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Shadow IT já desafia 88% dos CIOs brasileiros

No Brasil, em média, a TI Invisível já responde por 32% dos gastos com TI, contra 25% da média internacional. Para enfrentá-la, os CIOs estão usando a criatividade

Redação

29/01/2015 às 9h10

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Um fenômeno muito interessante, que ocorre em muitas das médias e grandes empresas em todo mundo, é o Shadow IT, também conhecido por “TI invisível",nome dado à prática adotada por departamentos das áreas de negócio das empresas, como o de marketing e o financeiro, de comprar tecnologias e serviços que desejam usar, com seus próprios budgets, à margem do aval da TI.

Este fenômeno surgiu com o advento do modelo client-server, que permitiu que áreas usuárias comprassem pequenos servidores e aplicativos departamentais, sem que TI soubesse, se acelerou com o advento da Internet e mais recentemente foi  potencialização pela Cloud Computing. Com o aumento de uso da nuvem e do BYOD, tornou-se cada vez mais difícil para os departamentos de TI acompanhar e gerenciar software e hardware - e manter um ambiente seguro.

Então o que os CIOs e outros líderes de TI devem fazer para identificar e gerenciar a Shadow IT e mitigar seus riscos em potencial?

De acordo com o estudo global "Arte da Conexão: criatividade e o CIO moderno", realizado pela BT, os CIOs que atuam no Brasil estão diante de uma oportunidade sem precedentes para assumir um papel de liderança nas organizações onde atuam, graças, em parte ao crescimento da Shadow IT também aqui no país, onde 88% dos CIOs ouvidos afirmaram presenciar a prática em suas empresas, contra 76% em nível global.

Apesar das preocupações quanto à perda de controle e reduções significativas de seus orçamentos globais, as mudanças impulsionadas pela TI Invisível oferecem aos CIOs uma oportunidade única no sentido de que seu papel ganhe importância na organização.

"Os CIOs brasileiros estão no lugar certo para estimular práticas mais criativas da tecnologia em suas organizações, alinhando-as a uma visão estratégica, que é o que de fato a alta administração das empresas espera, segundo a nossa pesquisa", diz Luis Álvarez, CEO da BT Global Services.

Cerca de 64% dos líderes de TI entrevistados nopaís dizem que o CIO tem agora um papel muito mais central junto à administração da empresas em relação a dois anos atrás, contra 59% dos CIOs em nível global. E 67% dos brasileiros acreditam que as expectativas de seus superiores quanto a seu trabalho aumentaram substancialmente nesse período, contra 68% dos entrevistados nos outros países.

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Isso se reflete nos indicadores de desempenho (KPIs – Key Performance Indicators) agora atribuídos aos CIOS. Tradicionalmente o CIO seria avaliado por métricas de TI; entretanto, 92% dos entrevistados no Brasil disseram que agora respondem por mais KPIs de negócios do que de tecnologia, contra 81% globalmente.

Além disso, 73% dos entrevistados brasileiros, contra 64% da média global, acreditam que sua diretoria agora reconhece a necessidade de um CIO muito mais criativo, capaz de atuar em toda a organização, orquestrando tecnologias e práticas para melhores resultados estratégicos de negócios ou em departamentos específicos.

É uma mudança que a maioria dos CIOs no Brasil encara positivamente, com 87% deles afirmando que a possibilidade de ser mais inovador e criativo é a maior vantagem do seu trabalho, contra 69% em nível global (gráfico abaixo).

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"A criatividade está em realmente entender as necessidades do negócio, bem como a tecnologia, e juntar essas duas coisas. A combinação de um problema urgente a resolver com um bom domínio do que a tecnologia é capaz de fazer é o que leva a grandes ideias. E, sem criatividade, o papel do CIO acabará se reduzindo aos serviços tradicionais de TI, em vez de olhar para o futuro", diz Craig Charlton, CIO da De Beers.

"A digitalização não é mais um espetáculo à parte – ela foi para o centro do palco e está mudando o jogo completamente. Os CIOs têm uma oportunidade única de assumir um forte papel de liderança na transformação dos negócios das empresas. Aproveitar essa oportunidade requer uma nova mentalidade e uma nova atitude".

Outros resultados
O estudo da BT aponta que, no Brasil, em média, a TI Invisível já responde por 32% dos gastos com TI, contra 25% da média internacional. A confiança crescente dos departamentos na compra de suas próprias soluções de TI está mudando o foco do CIO, que passa da prestação de suporte para um papel mais estratégico, ligado a aconselhamento, governança e segurança. Na verdade, hoje os CIOs atuantes no Brasil estão gastando 26% mais tempo e mais recursos de seus orçamentos em segurança como resultado da TI Invisível – contra uma média global de 20%.

Os CIOs no Brasil enxergam a mobilidade (79%, contra 73% em nível global, segundo o gráfico abaixo), nuvem (73%, contra 71% em nível global) e comunicação unificada (73%, contra 72% em nível global), bem como a Internet das Coisas (IoT) e Software as a Service (SaaS), como as tecnologias que podem ajudá-los a desenvolver sua criatividade. E num cenário ganha-ganha elas também são identificadas como sendo as mais críticas para os resultados da empresa. Então, quanto mais criativos forem os CIOs na utilização de mobilidade, cloud e comunicações unificadas, mais perto estarão de atender as expectativas da sua diretoria.

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O estudo "Arte da Conexão: criatividade e o CIO moderno", realizado pela Vanson Bourne para a BT, ouviu 955 executivos seniores de TI nos EUA, Reino Unido, Alemanha, Brasil, Espanha, Austrália, Benelux e Cingapura, em novembro de 2014.