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Computação cognitiva mudará a colaboração nas empresa

IBM crê que aprendizado de máquinas e inteligência artificial serão pontos fundamentais para a transformação digital das organizações

Felipe Dreher

29/01/2015 às 9h05

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Chegamos próximos a um momento da história que as máquinas poderão fazer mais do que simplesmente substituir trabalhos mecânicos. A computação cognitiva se desenha como uma nova e excitante fronteira no horizonte. Os computadores passam a desempenhar uma função cada vez mais fundamental no futuro da sociedade, impactando profundamente a forma como empresas e pessoas interagem e criando novos modelos de negócio.
 
“Tecnologia pode, agora, fazer coisas que só as pessoas conseguiam executar anteriormente”, comenta Jeffrey Schick, gerente-geral de soluções corporativas de Social da IBM, observando que inteligência artificial e aprendizado de máquinas serão o próximo passo na evolução digital das organizações, impactando rotinas corporativas de colaboração interna e externa.
 
Mas quando essa revolução tende a chegar às organizações? Segundo o executivo, isso já pode ser visto nos dias de hoje. “As coisas estão acontecendo agora. Mesmo que, por enquanto, só possamos ver um número pequeno de soluções que explorem o conceito, nosso pipeline é imenso. A maturidade e sofisticação dos sistemas tendem a amplificar o uso desses recursos cada vez mais”, avalia, para cita o ditado “O que pode ser imaginado, pode ser construído”.
 
Não é segredo que a companhia aposta forte em ferramentas analíticas, cloud, mobilidade e social como um dos vetores de sua transformação. Além disso, há uma unidade específica que trata de assuntos como o supercomputador Watson. Essas frentes convergem – com mais ou menos intensidade – dentro das estratégias da Big Blue. Desassociá-las, contudo, parece um erro. Um exemplo disso é o tanto de importância que o Verse, lançado em novembro de 2014, ganha nas movimentações da provedora.  
 
A ferramenta serve, além de tentar barrar avanços do Office365 e Google for Work, como um maneira de introduzir computação cognitiva nas estruturas de comunicação das organizações. A solução “freemium” traz, entre outros atributos, a possibilidade de explorar recursos do supercomputador da IBM, transformando um mero sistema de mensageria em um assistente pessoal dos trabalhadores. “Trabalhamos em uma solução na qual o Watson identifica padrões de dados de mensagens e, se eu permitir, é capaz de agendar reuniões para mim com base naquelas informações”, ilustra o executivo.
 
A provedora já contabiliza uma série de aplicativos desenvolvidos e que exploram recursos do Watson. Há alguns meses, a companhia oficializou que investirá US$ 1 bilhão no grupo focado no supercomputador. Os recursos destinam-se a trazer aplicações e serviços ao mercado. Do total, US$ 100 milhões serão canalizados para fomentar um ecossistema de startups e empresas orientadas à construção de apps e recursos para a plataforma. É de se esperar que novas soluções venham à tona e entreguem, ao menos parte, das possibilidades prometidas.  
*O jornalista participa do ConnectED, nos Estados Unidos, a convite da IBM.