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Vencedores do Prêmio IT Leaders 2014 unem resiliência e inovação

A 14a edição do prêmio selecionou CIOs dedicados a coordenar a transformação digital das empresas em parceria com as linhas de negócios.

Silvia Bassi

17/10/2014 às 0h05

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Trocar o motor do avião enquanto ele está voando. A frase é velha conhecida de todos os que lideram empresas, projetos ou equipes e é usada geralmente para descrever um cenário de grande pressão, muitas mudanças e pouco tempo para fazer tudo.

Pois os escolhidos do ranking IT Leaders 2014 fazem mais do que isso - eles estão na linha de frente da construção  do novo avião corporativo em pleno ar. Esses executivos de TI enfrentaram um ano de crise econômica sem deixar cair a peteca da reinvenção da TI e da transformação digital de suas empresas, dois elementos vitais para garantir o sucesso dos negócios no século 21.

Foi esse o contexto do qual brotou a lista dos 100 melhores Líderes de TI da 14a edição do estudo IT Leaders, realizado pela COMPUTERWORLD em parceria com a consultoria IDC. 

Os 100 melhores

A pesquisa gera um ranking com os Top 100 CIOs do Brasil e elege, além do CIO do Ano, os líderes de TI em 16 segmentos da economia e mais três destaques: TI Verde, Grupos, que reúne holdings com diferentes empresas, e PMEs (pequenas e médias empresas), voltada para companhias que empregam até 500 funcionários.

O checklist de 2014 manteve a mesma configuração adotada desde o ano passado para “subir a barra” na hora de escolher só os melhores na gestão de TI: alinhamento da TI com as linhas de negócios; planejamento, capacidade de execução, inovação e estratégia de TI sustentada sobre a chamada Terceira Plataforma da TI (cloud computing, big data, mobilidade e social business).

80 perguntas

Para chegar ao ranking, foi elaborado um extenso questionário de mais de 80 perguntas, que foi acessado por mais de 1 mil executivos dos mais variados setores da economia nacional. Do total de profissionais que acessaram questionário, 313 enfrentaram a tarefa de completar  todas as questões e se classificaram para a etapa de seleção dos 100 melhores.

Do ponto de vista de atividade econômica, 45% são da área de indústria, 27% do setor de serviços, 16% da área de Comércio, 5% de setores do governo e 7% de finanças. Praticamente um terço (32%) dos respondentes trabalha em companhias cujo faturamento mínimo anual é de R$ 1 bilhão. E 23,53% dos participantes pertence a empresas com faturamento anual entre R$ 500 milhões e R$ 1 bilhão. Com relação a tamanho, 77% dos respondentes trabalha para empresas grandes, com mais de 500 funcionários.

Orçamentos

O estudo mostra que a importância da TI para o negócio se mantém, independente da crise econômica mas também prova que nem sempre a sede da inovação impera quando está em questão a economia. Embora 70% dos executivos tenham afirmado que seu orçamento de TI está desvinculado do faturamento da empresa, um número muito menor de executivos - 58% - conseguiu manter os valores de seus budgets em 2014 maiores que os do ano anterior.

Esse número está dez pontos percentuais menor que o de 2013 (que foi de 68%) e representa a maior queda dos últimos três anos. Em 2012, 70% dos CIOs conseguiram um orçamento maior e em 2011, 72%.

Para 2015, no entanto, os CIOs conseguiram melhorar o quadro: segundo o estudo, 84% dos IT Leaders terão, em 2015, orçamentos iguais ou maiores que os deste ano, sendo que 61% deles afirmaram que seus budgets crescerão no novo ano. Mas 65% dos executivos temem que os orçamentos de TI não sejam suficientes para as ações planejadas. Especialmente porque, segundo 77% deles, a área de TI é cobrada para ter papel ativo na inovação.

Mão de obra em falta

A questão da mão de obra especializada continua premente e impacta o dia a dia dos CIOs. A principal dificuldade na hora de ampliar ou renovar as equipes de tecnologia foi encontrar profissionais com qualificação suficiente para as tarefas. E 78% dos respondentes continua a perder o sono quando o assunto é contratar, treinar e reter funcionários/talentos. O item, aliás, é o primeiro na lista de preocupações dos executivos.

Segundo o estudo, 73% dos CIOs investirão em TI no modelo Cloud e 54% deles vão migrar para algum modelo de Software como Serviço (SaaS). O principal motivo é simplificar a gestão da TI.

Mobilidade é caminho sem volta: 83% dos executivos (mesmo percentual de 2013)  informam que vão investir em soluções de consumerização incluindo a compra de tablets e smartphones para acessar aplicações corporativas.

Ainda nesse cenário, 70% farão investimentos em projetos de BI e 65% investirão em projetos de segurança. O ERP não saiu da pauta: 72% dos líderes de TI vão continuar investindo nessa área. 

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