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38% dos gastos com tecnologia já ocorrem fora do departamento de TI

admin

07/10/2014 às 11h29

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O dinheiro alocado em projetos de tecnologia migra para além das mãos dos CIOs. Um levantamento recente do Gartner aponta que 38% dos gastos com recursos tecnológicos já ocorre em iniciativas fora dos departamentos de TI. Esse percentual deve chegar a 50% em 2017.

Tal movimento faz a consultoria aconselhar os executivos a abraçarem cada vez mais as soluções de “startups internas” – departamentos de marketing, recursos humanos, logística, vendas – para atender as demandas e utilizar novos recursos computacionais como alavancas de negócios em suas organizações. 

Inegavelmente vivemos um contexto de negócios cada vez mais digitais, que embaralha os mundos físicos e virtuais, mistura processos e influencia a forma como as empresas utilizam tecnologias para avançar no mercado. 

Há conceitos chave que já orbitam nas rotinas das organizações (como cloud, big data, mobilidade) e outros que ainda tendem a se inserir de maneira muito mais intensa ao longo dos próximos anos (a exemplo de internet das coisas, impressão 3D). A combinação desses recursos tende a acelerar uma postura de transformação das organizações. 

Esse contexto demandará cada vez mais habilidade dos profissionais em temas como experiência de uso, ciência na análise de dados, computação pervasiva e móvel, automação e robótica, o que, em um intervalo de sete anos deve fazer surgir posições de especialistas em integração e arquiteto de negócios digitais dentro das empresas, prevê o Gartner. 

“A digitalização está transformando todos os tipos de companhias e setores. Mais frequentemente do que nunca, essas mudanças representam tanto uma oportunidade massiva quanto um desafio substancial para a organização de TI. Não se trata apenas de uma forma de ganhar competitividade, mas também uma habilidade de converter desvantagens em vantagens”, sinaliza a consultoria. 

Assim, os CIOs agora ganham a oportunidade única de avançar práticas de liderança em informação, tecnologia, valor e pessoas para entregar a promessa digital como vetores de negócio. Há, contudo, algumas barreiras a vencer.

“Talvez o maior obstáculo, quando se trata de aproveitar a oportunidade trazida pelo mudo digital resida no fato de que muitas disciplinas desenvolvidas pelas organizações de TI ao longo dos últimos anos são mal adaptadas para explorar e responder demandas dos negócios digitais”, vê a consultoria. 

 

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