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Empreendedorismo: saiba como escolher o investidor certo

Com tantas opções disponíveis no Brasil é difícil eleger qual é o ideal para o seu negócio. Especialista nessa área dá dicas de como identificar o parceiro para acelerar seu empreendimento.

admin

15/09/2014 às 8h57

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Atualmente, muito se fala sobre investimento anjo, fundos de investimentos, empresas de participações, club deals/investiment club, entre outros diversos tipos de investimentos. 

Com tantas opções disponíveis no Brasil é difícil escolher qual é a ideal para o seu negócio. Muito vai depender do estágio que sua empresa se encontra, mas algumas informações importantes devem ser apuradas na hora de identificar quem é o parceiro investidor certo para o seu negócio. 

Confira o perfil de alguns dos principais tipos de investimentos que podem ajudar a alavancar a sua empresa:

Investidor-anjo 

De modo geral, esse investidor aporta seus recursos no momento da validação do negócio ou no pós-validação. O estágio de validação é quando o empreendedor ainda não testou ou desenvolveu seu produto inovador e coloca os recursos para viabilizar que seja construído seu MVP (Produto Mínimo Viável) e teste-o no mercado. 

O pós-validação é quando o empreendedor já desenvolveu seu produto e está começando a vender ou está disponível para iniciar as vendas em curto prazo. Os aportes variam de R$ 100 mil a R$ 500 mil.

Fundos de Investimentos

Fundos de Seed/Early Stage investem em empresas que já contam com uma tecnologia desenvolvida ou com um modelo de negócio validado. Está validação é mensurada, na maioria das vezes, pela venda – conhecida como validação por mercado. É importante destacar que no Brasil o conceito de Early Stage engloba empresas que possuem do faturamento zero a R$ 3,6 milhões.

Nessas situações, o fundo é mais flexível e pode aportar de R$ 1 milhão a R$ 6 milhões. Esse tipo de investimento é feito em partes (tranches), que são liberadas quando o empreendedor atinge metas pré-acordadas e estabelecidas em contrato.

Empresas de Participações 

Há muitas empresas com esse perfil, mas ainda são poucas as que destinam seus recursos para startups. As empresas de participações assimilam-se mais aos Fundos Seed/Early Stage, e a grande diferença é que elas investem recursos próprios, enquanto os Fundos investem recursos dos cotistas. É possível identificar que as empresas de participações no Brasil – com foco em startups – aportam de R$ 500 mil a R$ 4 milhões.

Club Deals/Investment clubs

O termo tem origem norte-americana e pode ser traduzido como uma “vaquinha entre amigos”. Geralmente quem organiza um Club Deal é um investidor “líder”. Ele aciona sua rede de relacionamento com uma oportunidade específica – geralmente contatos de 1º e 2º graus, e um investidor valida e referencia o outro.

Quando o Club Deal é organizado pelo empreendedor, alguns investidores podem ter certas dúvidas. Muitos questionam: “vou ser sócio de mais quem? Quem mais ele está chamando para este investimento?”. 

Se você possui um investidor interessado no seu negócio, mas o aporte financeiro está alto para ele arcar sozinho, sugira um modelo de Club Deal. Com certeza você terá bons resultados. Como varia de caso para caso, não existe um montante de investimento específico nesse tipo de negócio. Mas, normalmente, os aportes são superiores a R$ 500 mil – caso contrário, não justifica o esforço de captação.

Para fazer a escolha certa, as informações gerais aqui apresentadas vão contribuir na caminhada do empreendedor, em busca de um investidor. Mas é importante pesquisar bastante e testar todas as alternativas, antes de tomar uma decisão. E bons negócios! 

* Bruno Ghizoni é especialista em investimento em inovação, sócio da Portbank Capital. É também criador do "Concurso Acelera Startup" e desde 2010 coordena o CIIN – Comitê de Investimento em Inovação do CJE-FIESP.