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TI subestima presença de apps de cloud trazidos por funcionários

Estudo da empresa LogMeIn mostra que a tendência Bring Your Own App (BYOA) está presente em 70% das empresas e que cada uma tem em média 21 apps "informais" em uso

Redação

17/07/2014 às 16h19

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Uma pesquisa recente feita pela empresa americana LogMeIn e pela Edge Strategies revela que a equipe de Ti sabe muito pouco sobre como anda o estado do uso de apps trazidas por funcionários para o ambiente de trabalho. A pesquisa visa mensurar o impacto da tendência chamada de Bring Your Own App (ou BYOA), em que usuários adotam por conta própria aplicativos cloud no ambiente de trabalho, ouviu empregados nos Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, Irlanda, Austrália e Nova Zelândia.

Segundo o estudo, cerca de 70% das empresas ouvidas confirmaram o uso ativo de apps trazidos por funcionários. Mas enquanto a equipe de TI acha que deve existir uma média de 2,8 apps na sua empresa, os dados empíricos mostram que na verdade a média real do BYOA está perto de 21 aplicativos cloud por empresa, um número sete vezes maior do que o percebido.

O BYOA representa a intersecção de duas grandes transformações da indústria de TI: cloud computing e  consumerização da TI. A pesquisa identificou as apps e atividades mais populares. Elas incluem sincronização de arquivos cloud, apps de compartilhamento (Dropbox, Cubby, Google Drive); apps de colaboração (Skype, join.me, Trello); apps de produtividade (Evernote, Google Apps for Business/Google Docs), e apps sociais e de acesso remoto.

Foram ouvidos profissionais de TI, serviços de TI terceirizados e profissionais fora do setor de TI das empresas, desde pequenas até grandes companhias.

Destaques

Entre as principais conclusões a pesquisa indica que:

BYOA é generalizado e 42% dos entrevistados acreditam que deverá crescer significantemente nos próximos 5 anos;

Empresas pequenas relatam predomínio de BYOA: em empresas com 11 a 100 funcionários, o BYOA é ainda mais forte, sendo que 81% delas relata uso ativo de apps levadas por empregados;

Cerca de 2/3 dos apps BYOA são escolhidos e usados mesmo existindo soluções "oficiais" fornecidas pelo Departamento de TI. Funcionários escolhem suas soluções preferidas para usar no lugar das aplicações homologadas, sendo que mais de 64% dos aplicativos trazidos por eles são para substiuir as apps preexistentes na companhia para a mesma necessidade;

Enquanto que 56% dos funcionários do departamento de TI acreditam que estão sendo consultados sobre o uso de apps, a realidade mostra que só 45% dos empregados de fato pensa em perguntar à TI antes de pegar sua própria app.

Preferência pessoal

Um aspecto interessante é que os apps trazidos pelos empregados ultrapassam em número as apps oficiais fornecidas pela TI para as mesmas atividades. Na área de sincronização de cloud e compartilhamento de arquivos, por exemplo, 58% dos apps em atividade na empresa foram escolhidos pelos funcionários e não pela TI.

Outro dado relevante é que muitas escolhas oficiais são ditadas pela escolha "não oficial". Apps trazidas por funcionários são frequentemente adotados e/ou aprovados depois pela TI para amplo uso dentro da organização. Isso inclui 59% dos apps de colaboração; 55% dos apps de produtividade; 41% dos apps de sincronização de arquivos e compartilhamento.

Controle e segurança

A preocupação com a segurança impera e está à frente do controle do uso de apps. Para 54% dos profissionais de TI ouvidos a segurança dos dados é o fator mais importante que limita a adoção ou o suporte às práticas de BYOA por suas empresas. A falta de controle ou gerenciamento é o segundo limitante para 45% dos profissionais de TI.

Apenas 38% das empresas definiram políticas de BYOA e só 20% dos profissionais de TI se sentem bem preparados e têm políticas e tecnologia definidas para mitigar a maioria, se não todos, os riscos de segurança associados à BYOA.

No que concerne à BYOA, o estudo mostrou três estilos distintos de comportamento da parte da TI. A maior fatia, de 39%, é formada por Observadores Passivos, que nem monitoram nem gerenciam o BYOA e deixam o barco correr.

Em segundo lugar estão os Guardiões Ativos, profissionais de TI que gerenciam BYOA negando sua entrada no ambiente de trabalho e bloqueando o acesso. Esses representam uma fatia de 30% dos entrevistados.

Em seguida há os Facilitadores Estratégicos, uma fatia de 29% dos profissionais de TI que gerencia o BYOA combinando a análise dos registros de tráfego web, espionagem de pacotes e/ ou monitoramento de dispositivos.

"O crescimento acelerado de ofertas cloud - junto com a consumerização de TI - está forçando grandes mudanças na forma de operação de TI e colocando em questão a relevância no ambiente de trabalho atual. As exigências críticas de segurança e gestão continuam sendo a responsabilidade primária de TI, no entanto,  está cada vez mais fora do círculo quando se trata de selecionar aplicativos e pior, o modo como os dados são armazenados e compartilhados por intermédio desses aplicativos," diz W. Sean Ford, CMO da LogMeIn.

"Nós acreditamos que a função de TI precisa ser fundamentalmente redefinida se os profissionais quiserem reconquistar sua voz estratégica e isto significa reinventar a maneira como eles abordam o gerenciamento de aplicativos, dispositivos e dados na era do BYO.

Para acessar o relatório completo da pesquisa visite o site da LogMeIn.

A LogMeIn é especializada em soluções de cloud computing que permitem às pessoas trabalhar em ambiente local ou remoto por intermédio de conexões seguras a computadores, dispositivos e dados. A sede da LogMeIn está localizada no Distrito de Inovação de Boston,  com escritórios na Austrália, Hungria, Índia, Irlanda, Holanda e Reino Unido.