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Google testa chip Power em servidor para grandes volumes de dados

Equipamento construído com Power8 foi exibido em conferência esta semana em Las Vegas (EUA)

James Niccolai

30/04/2014 às 10h52

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O gigante de internet mostrou esta semana seu primeiro servidor baseado em processador Power8, em uma conferência da IBM em Las Vegas.

O Google é membro fundador da Fundação OpenPower, projeto da IBM para abrir a arquitetura de seu chip Power para uso em novos tipos de servidores. Por isso não é nenhum segredo de que Google estava envolvido com essa tecnologia. Mas até então, a empresa não havia confirmado publicamente que estava construindo hardware baseado em Power chip.

Na segunda-feira , Gordon Mackean, um engenheiro do Google, que também é presidente da Fundação OpenPower, postou uma foto da placa-mãe do servidor Power8 do Google em sua página no Google+.

Por enquanto é só um teste. Isso não significa que o Google adotará o processador Power amplamente em servidores de seu data center. Porém, a iniciativa é voto de confiança para a IBM.

"Estamos sempre procurando oferecer a mais alta qualidade de serviço para nossos usuários. E, então  construímos esse servidor, que é a porta de entrada para Power chip", escreveu Mackean .

Segundo ele, a nova plataforma de servidor é essencial paara medições de desempenho e otimizações contínuas, bem como para integrar e testar os avanços em curso, que se tornam disponíveis através do OpenPower e da comunidade OpenPower. 

Os chips Power foram usados inicialmente em servidores Unix da IBM, mas com o declínio das vendas desses sistemas, a companhia foi obrigada a expandir o uso da arquitetura. Ao licenciar o Power8, a IBM espera convencer outras empresas a projetar chips e servidores Power para uso em outros equipamentos.

A tecnologia vai competir com chips Xeon x86 da Intel, que dominam hoje o mercado, e também com processadores de 64 bits da ARM, que estão chegando lentamente aos servidores.

Na verdade, os chips ARM ganharam destaques recentemente. Como os processadores Atom da Intel não são são vistos como uma opção para grandes volumes de transações, a tecnologia da ARM está aumentando sua visibilidade no mercado.

 

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