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SP vai usar tecnologia da polícia de Nova York para controlar crimes

Sistema de monitoramento inteligente criminal, baseado em ferramentas de Big Data, será implementado na Secretaria de Segurança estadual de São Paulo pela Microsoft.

Redação

16/04/2014 às 17h50

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A nova etapa do Detecta, sistema inteligente de monitoramento criminal do estado de São Paulo, utilizará tecnologia de ponta para aprimorar o trabalho policial. Isso será possível por meio de uma parceria entre o governo estadual a Microsoft e a polícia de Nova Iorque.

“Teremos um grande avanço para a segurança pública de São Paulo. Uma inovação muito importante contra o crime. É a primeira vez que esse modelo de sistema, com alarme e monitoramento inteligente, sai dos Estados Unidos e vamos implantá-lo aqui em São Paulo. Esperamos que ele esteja operando em 120 dias. É um software extremamente inteligente que integra informações, buscas, alarmes, ou seja, uma ferramenta importantíssima para o combate ao crime”, frisou Alckmin.

À maneira dos modernos buscadores de sites na Internet, o sistema fará a indexação de grandes quantidades de informação policial e associações automáticas entre esses dados. As informações coletadas pela nova etapa do Detecta, que podem ser características de um suspeito coletada por câmeras de monitoramento ou a forma como um crime foi praticado, serão associadas a partir de semelhanças entre elas.

"Técnicos do governo visitaram três países (Inglaterra, Holanda e Estados Unidos), mas o sistema de Nova Iorque foi o que mais se aproximou, em termos tecnológicos, das necessidades do Estado de São Paulo”, afirmou o secretário da Segurança Pública, Fernando Grella Vieira.

Além disso, o Detecta permitirá que informações de diversos bancos de dados sejam filtradas de uma forma pré-estabelecida para que seja emitido um alerta sobre crimes.

Esses dados serão automaticamente relacionados e apresentados para o usuário, que pode ser um policial de patrulhamento, um investigador ou o responsável pelo planejamento dos recursos de segurança pública em um determinado local. São essas características que permitem o aprimoramento da inteligência policial.

“Este projeto é uma oportunidade da Microsoft de colaborar com modelos inovadores de gestão policial com base no uso de tecnologia. O pioneirismo do Governo do Estado de São Paulo, ao adotar o sistema implantado com sucesso em Nova Iorque, será um aliado importante para combater o crime e proporcionar mais segurança aos cidadãos”, afirmou Mariano de Beer, presidente da Microsoft Brasil.

O contrato de R$ 9,7 milhões prevê que o governo do estado terá a transferência da propriedade intelectual - compartilhada com a Microsoft - de todas as aplicações que forem desenvolvidas em São Paulo para o sistema de monitoramento inteligente.

Com isso, São Paulo poderá continuar o aprimoramento da ferramenta ao trocar experiências com Nova Iorque ou outra cidade que utilize o mesmo sistema.

Tecnologia

A nova ferramenta oferecerá essas funções porque une as tecnologias mais modernas na área da computação: Big Data, que armazena e processa grandes quantidades de informações, e business intelligence, que permite processar informações para finalidades determinadas previamente, como no caso dos alarmes.

O nome original do sistema é DAS (Domain Awareness System ou Sistema de Domínio da Consciência, em livre tradução) e permite uma função tecnológica chamada de Consciência Situacional, que é esse acesso e cruzamento de informações para facilitar aos policiais o entendimento das situações que estão lidando.

Para que isso seja possível, a Prodesp irá gerenciar servidores que estarão isolados da Internet para que os dados sejam protegidos.

Apesar do novo Detecta ser um sistema de alta tecnologia, o seu uso será fácil para o usuário final. A ferramenta dispõe as informações de forma intuitiva e, sempre que possível, localizadas em um mapa.

O acesso à nova etapa do Detecta poderá ser feito por meio de computadores, notebooks, tablets e smartphones, mas com comando a partir do Copom (Centro de Operações da Polícia Militar), do Cepol (Centro de Comunicações e Operações da Polícia Civil) e do Ciisp (Centro Integrado de Inteligência de Segurança Pública do Estado de São Paulo).   

 

 

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