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Às vésperas do fim do suporte ao XP, Microsoft oferece apoio para empresas

Corporações que ainda estiveram usando o XP poderão contratar suporte estendido por um ano, tempo considerado suficiente para completar o processo de migração.

Redação

31/03/2014 às 18h34

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Desde 2007 a Microsoft vem alertando os usuários corporativos sobre o fim do
suporte para o Windows XP. A hora chegou. Mas várias empresas - especialmente
aquelas que usaram o sistema operacional em soluções onde o mais indicado teria
sido a opção pela versão embedded do sistema, como os
caixas eletrônicos dos bancos - ainda estão encontrando dificuldades para
migrar para versões mais recentes do sistema. Pensando nelas, a Microsoft
preparou programas de apoio técnico e financeiro, oferecidos através de
parceiros, para agilizar, sobretudo, a compatibilização de programas que rodam
no XP ao Windows 7 ou o mais recomendável, ao Windows 8.

De acordo com o gerente de produtos Windows, Fábio Gaspar, para ter acesso a
esses programas de apoio técnico e financeiro, incluindo contratos de suporte
estendido válidos por um ano, as empresas devem entrar em contato com parceiro
ou com a própria Microsoft. Mas não sem antes terem feito uma avaliação criteriosa
das máquinas que ainda rodam o XP e dos motivos delas continuarem em uso.

"Se forem poucas máquinas, antigas, em uso por secretárias ou outras
pessoas no escritório,  o mais indicado é a troca da
máquina por uma mais nova, com sistemas atualizados. Windows 8.1 e Office 365, respectivamente", afirma Gaspar, lembrando
que o fim do suporte do Office 2003 também está próximo.

Já no caso dos PCs com XP rodarem aplicações de missão crítica, a primeira
providência deve ser procurar o fornecedor da aplicação para saber se já não há
versões atualizadas. Em caso afirmativo, a orientação é trocar as máquinas e
atualizar a aplicação. Em caso negativo, ou em caso de a aplicação de missão
crítica ter sido desenvolvida internamente, aí sim a Microsoft indicará
parceiros que possam trabalhar na compatibilização dessas aplicações e os
usuários poderão se beneficiar do apoio técnico e financeiro e do contrato de suporte estendido, que inclui o tratamento de vulnerabilidades descobertas no sistema.

Gaspar lembra ainda que há casos de empresas que, por motivos variados, não
conseguirão migrar aplicações que rodam no XP. São minoria, mas existem. A
recomendação da Microsoft para elas, por questões de segurança, é isolar essas
máquinas (desconectadas de Internet, de preferência), mantê-las o mais fechada possível (bloqueando o uso de pendrives, inclusive), e usá-las exclusivamente para rodar a
aplicação que não poderá ser atualizada, enquanto trabalham em um plano de
migração.

 De acordo com a Microsoft, 14% dos usuários do Windows em todo o mundo
ainda rodam o Windows XP. A taxa de eliminação tem sido de 1,5% ao mês. Se
mantido esse ritmo, em mais ou mesno 10 meses o sistema terá desaparecido por
completo.

O maior volume de máquinas rodando o sistema é no mercado de
consumo. Por isso tantas campanhas de conscientização sobre a importância da
migração. Principalmente, com alertas para os ricos de segurança.

Segundo a Microsoft, esses usuários que continuam rodando o XP estão prestes a se tornarem alvo significativo de malware e cibercrime, já que a partir de 8 de abril, os clientes que usam o Windows XP Service Pack 3 (SP3) não receberão mais novas atualizações de segurança, hotfixes não relacionados à segurança, opções de suporte assistido gratuito ou pago, ou atualizações de conteúdo técnico on-line. Na prática, qualquer nova vulnerabilidade descoberta no Windows XP, depois do seu “fim de vida”, não será tratada pelas novas atualizações de segurança fornecidas pela Microsoft.

Segundo Gaspar, desde o início de março, esses usuários
começaram a receber uma mensagem, durante a inicialização do sistema, alertando
sobre o riscos da falta de suporte, informando sobre como fazer a atualização.

A recomendação da Microsoft é para que esses
usuários optem pelo uso do Windows 8, "por ser um sistema mais seguro,
mais rápido e mais leve que o Windows 7", explica Gaspar.

Na opinião de empresas da área de segurança e de pequisa de mercado, outras versões do Windows já ficaram sem suporte anteriormente, mas nunca em porcentagem de usuários tão grande como é o caso agora.

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