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BYOD ou CYOD: qual é a melhor opção?

A Intel defende a opção pelo CYOD por empresas que desejam melhorar a integração entre os diferentes dispositivos móveis usados pela força de trabalho

Cristina De Luca

08/10/2013 às 16h25

Foto:

Selecionar um leque de
dispositivos de consumo e dar ao funcionário a chance de escolher o que mais
lhe agrada. Eis a base do CYOD (escolha o seu próprio dispositivo), modelo de
consumerização capaz de fornecer mais controle para a
equipe de TI em comparação com o BYOD, que permite o uso de qualquer smartphone
ou tablet no ambiente corporativo. O CYOD acaba de ganhar no Brasil um defensor
expressivo: a Intel.

Já que não dá para ignorar
o fenômeno da consumerização, como
demonstra recente pesquisa da IDC Brasil
, as empresas precisam criar
políticas claras para os usuários e assegurar o controle dos dados
corporativos.

"O CYOD é o caminho do
meio, onde a TI adquire um excelente grau de controle sobre os dispositivos que
acessam dados corporativos, sem deixar de satisfazer as demandas dos
usuários", afirma Rodrigo Tamellini, gerentes de produtos para tablets e
smartphones da Intel para a América Latina.

A limitação do número de
dispositivos faz com que seja mais fácil encontrar uma solução que pode
proteger e gerenciar os dados corporativos sobre esses dispositivos. As
empresas podem permitir que os funcionários escolher a partir de dispositivos
que têm certeza que podem ser gerenciados e protegidos na medida do necessário.

A Intel fundamenta sua
defesa ao CYO na importância da escolher do dispositivo certo para o uso
corporativo para evitar a perda de produtividade e o aumento dos riscos de segurança
e dos problemas de compatibilidade com os sistemas da empresa. Problemas que,
na opinião da gogante dos processadores, podem resultar do uso indiscriminado
de produtos orientados ao mercado de consumo, como os tablets.

Em 2013, os smartphones e
tablets seguem um movimento de alta popularização, tanto no mercado consumidor
quanto no corporativo e governo. A IDC estima que 14% do total da venda de
tablets em 2013 irá para o segmento corporativo. Entretanto, por conta da
consumerização, o número de dispositivos sendo usado para fins de trabalho será
ainda maior. Mas a mesma IDC também reconhece que embora a venda de tablets já
tenha ultrapassado a de desktops no mercado brasileiro e vá ultrapassar a de
notebooks em 2015, o uso de tablets nas empresas ainda caminha lado a lado com
o de PCs: 44% dos usuários de desktops e 33% dos usuários de notebooks passaram
a usar menos os PCs após a adoção do tablet, mas não os substituíram — usuários
de desktops diminuíram o uso do PC em 32%, e os de notebooks em 26%.

linguagem de programação C

"A previsão pode mudar, caso aparelhos híbridos conquistem o mercado, até lá", afirma Bruno Freitas, analista da IDC Brasil.

“Os dados da IDC vão ao
encontro com a visão da Intel de que o tablet é um dispositivo adicional dos
computadores, e não um substituto”, comentou Rodrigo Tamellini, gerente de
produtos para tablets e smartphones da Intel para a América Latina.

Dispositivos 2 em 1
“O tablet
oferece muita versatilidade para o usuário, mas não consegue entregar toda a
produtividade de um computador. Uma opção interessante para as empresas são os
dispositivos 2 em 1, que funcionam como notebook e como tablet, entregando
assim o melhor dos dois mundos para os profissionais”.

E Tamelli não está se referindo aos ultrabooks híbridos. A empresa demonstrou
diversos novos dispositivos móveis com processadores de alta velocidade e
grande capacidade de bateria, preparados para atender as demandas do mercado
corporativo.

“Para muitos gestores de
TI, o 2 em 1 é a solução perfeita, pois reduz o custo total de propriedade,
diminui o inventário de dispositivos e entrega uma experiência que é altamente
satisfatória e produtiva para o usuário”, explica Tamellini.

Eles são tablets orientados
ao uso corporativo pensados desde o início como uma ferramenta de trabalho
eficiente, e que se adequa ao ambiente de TI da empresa. Normalmente oferecem
opções de gerenciamento remoto e níveis de segurança mais elevados. Também
suportam aplicativos de escritório e possuem portas para conexão com
periféricos, como teclados descartáveis, além de maior capacidade de
processamento, segundo a Intel.

Adoção do CYOD
Segundo  Computerworld americana, um estudo
recente da Intel revelou que mais trabalhadores estão preferindo escolher o
dispositivo com que vão trabalhar, a partir de opções sugeridas por suas
empresas, do que levar o seu próprio dispositivo para o trabalho.

"Os
funcionários de hoje estão olhando muito mais para TI, para que ela
forneça  algo que atenda as suas expectativas, mas seja gerenciado e
fornecido por ela", disse Stuart Dommett, gerente de desenvolvimento de
negócios da Intel.

Na
opinião de Davies o CYOD é o futuro do BYOD.

Um
outro estudo, encomendado pela
Azzurri Communications, com o objetivo de mapear a implementação de
diferentes estratégias de gerenciamento de dispositivos móveis nas corporações
inglesas, revelou que a adoção de BYOD cresceu 6 % entre 2012 e 2013, enquanto
a de CYOD cresceu 12 %.  Políticas significativas de CYOD já estão em
operação
em 31% das empresas
do Reino Unido, enquanto apenas 17,2%  têm políticas de BYOD.

"Apesar de todo o sopro e promessa do BYOD, as evidências mostram que a adoção é bem menor do que o hype nos levaria a crer. O BYOD promete o mundo, mas na realidade deixa a maioria das organizações paralisada e confusa com o que pode realmente oferecer, por isso, no final, elas ficam com o que sabem e evitam implementações indiscriminadas de dispositivos pessoais em grande escala", afirma Rufus Grig , CTO , Azzurri Communications .

"Embora muitos acreditem que o BYOD seja a melhor política, em certas situações específicas, nossos clientes optam por abordagens híbridas: BYOD ou CYOD, a que  melhor se ajuste para suas necessidades e ofereça o equilíbrio correto de escolha e controle", completa Grig.

O CYOD é, sem dúvida, um salto cultural menor para a organização, uma vez que a manutenção da posse é muito mais próxima do status quo da TI corporativa. O BYOD é muitas vezes um salto muito longe para muitos, por isso, é natural que eles preferem ficar com o que sabem.